4 de julho de 2016

História da Moda: IDADE CONTEMPORÂNEA

IMPÉRIO
O excesso de privilégios do clero e da nobreza francesas deu origem a Revolução Francesa, que gerou a Idade Contemporânea. Em 1790, o que valia era vestir-se com conforto, contrariando os excessos vindos do Rococó. As roupas sofreram influências da vida no campo. 

Os homens vestiam casacos de caça ingleses, botas, calças, golas altas e lenços no pescoço.

As mulheres usavam vestidos que lembravam camisolas, com grandes decotes e recortes de cintura alta logo abaixo dos seios, geralmente de cor clara e de tecidos como musseline. Quando o vestido era de manga curta, costumavam usar luvas. 

O xale foi uma peça muito importante, que vinham da índia, com estampas de caxemira. Logo os franceses passaram a fabricar seus próprios xales.  

Napoleão, que governava a França, tomou decisões que atingiam diretamente a moda da época. Ele tinha intenção de desenvolver a indústria têxtil em seu país, portanto, proibiu a importação de musseline. Ele queria incentivar a produção de seda. Nessa época, as damas da corte não podiam repetir o uso de suas vestimentas em público.

Os xales foram usados durante todo o período
Os vestidos dessa época lembravam camisolas
 

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ROMANTISMO

Nesse período, que durou de 1820 a 1840, os vestidos ganharam ornamentos e saias cônicas, com decotes menores, mangas bufantes compridas e justas nos punhos. A partir de 1930, as mulheres eram responsáveis por demonstrar a riqueza da família. Estampas listradas e florais faziam sucesso. A cintura volta para seu lugar, marcada pelo corpete. As saias com anáguas voltam a moda. 

As mangas passaram a ser extremamente bufantes (chamadas de Mangas Presunto) e eram preenchidas com plumas e fios metálicos. Para a noite os decotes em forma de canoa e bem acentuados eram permitidos e o xale podia ser rendado. As joias da época foram os relicários, as pulseiras, os broches e os adornos ficaram por conta de laços, fitas e flores. Os cabelos formavam cachos que caiam no rosto, com chapéus de palha ou cetim do tipo boneca amarrados no queixo. Sapatos de salto baixo e leque completavam o visual. 

A moda masculina teve maior transformação. Na Inglaterra o estilo Dândi apareceu. Os trajes deles eram sóbrios, com roupas justas, casaco, colete, cartola, calça comprida, camisas com altas golas e lenços no pescoço que deixavam a cabeça levemente erguida. Essa moda permaneceu sem muitas alterações até o fim do período romântico. A partir de 1830 o uso de barbas tornou-se comum.

chapéus tipo boneca

Os trajes dos dândis 
 


Decotes profundos e xales rendados eram usados para sair a noite


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ERA VITORIANA
Até 1890 a moda foi marcada pelo estilo de vida caro e festeiro do príncipe de Gales, Edward. Em 1861 ele morreu e a rainha Vitória (da Inglaterra) entrou em uma profunda tristeza, marcada pelo luto. Na moda os decotes sobem e as cores escurecem, vestindo assim britânicos e americanos. 

Crianças usavam preto por um ano após a morte de um parente e viúvas mantinham o luto por dois anos, podendo optar por usá-lo permanentemente. A crinolina (armação de aros de metal usada embaixo da saia para dar volume, parecida com uma gaiola) passou a ser usada. O ideal de beleza para as mulheres era de ser pequena com olhos grandes e escuros, boca minúscula, ombros caídos e cabelos cacheados. Era elegante ser pálida e desmaiar facilmente. Boa saúde era para as classes baixas. 

Com o tempo, os vestidos femininos passaram a ter profundos decotes, com o colo em evidência. Ombros e braços passaram a aparecer e os tecidos mais usados eram a seda, o tafetá, o brocado, o crepe e o musseline. Este período marca o surgimento da Alta Costura com o costureiro inglês Charles Frederick Worth,  que em 1850, passou a ditar moda em Paris fazendo as mulheres irem até ele para comprar. Esse foi o primeiro conceito de grife. A crinolina deixou de ser completamente circular e passou a ter volume maior na parte de trás e a ser mais reta na frente. Por volta de 1870, o volume da parte de trás diminuiu, se assemelhando a uma almofada e passou a ser chamada de anquinha - feitas de crina de cavalo no início e em seguida de arcos de metal unidos por uma dobradiça que permitia que ela se abrisse ou se fechasse quando a mulher sentava. Os tecidos dos vestidos mudaram para os que antes eram usados apenas em decoração de estofados e cortinas. Os espartilhos eram indispensáveis e os detalhes cresciam cada vez mais, com o uso das rendas, laços e babados. Os acessórios eram compostos de leques, sapatos de salto alto, sombrinhas, caudas nos vestidos e pequenos chapéus para o dia.

A moda escureceu no início da era vitoriana
A crinolina era usada por baixo de saias e mais parecia uma gaiola gigante
Devido ao luto da rainha Vitória por seu filho Edward, o povo passou a se vestir de preto
Essa foto mostra que nem tudo era tristeza na era vitoriana


Mais para o final do período vitoriano, o volume passou para a parte de trás das saias e os detalhes como babados e rendas aumentaram


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LA BELLE ÉPOQUE
A Bela Época representou o período de 1890 até 1914, chegando ao fim com a Primeira Guerra Mundial. Neste momento surge a Art Nouveau, onde a referência passou a ser a natureza e suas linhas curvas. As mulheres adotaram isso em suas vestimentas.

A cintura feminina se tornou mais fina e atingiu a menor circunferência já vista em toda a história: cerca de 40 cm. Mulheres removiam suas costelas flutuantes para conseguir esse resultado e abusavam do uso de espartilhos. O formato ampulheta, onde ombros tem volume, a cintura é muito fina e os quadris são grandes vira ideal de beleza. A cobertura corporal era quase completa: apenas o rosto e as mãos apareciam, isso quando a mulher não estivesse de luvas. As golas eram muito altas e cobriam o pescoço. Detalhes como laços, babados, fitas e rendas foram muito usados. 

Mais tarde, o hábito de praticar esportes trouxe para as mulheres a veste de duas peças, com ar masculino. O tailleur (casaco e saia do mesmo tecido) foi adotado para o dia-a-dia. O banho de mar era um hábito, com as roupas feitas de malha e fios de lã, cobrindo o tronco e chegando na altura dos joelhos. Eram completados com meias e sapatos e muitas vezes com uma capa cobrindo tudo. Por influência dos banhos de mar as anquinhas foram substituídas por uma saia em formato de sino, bastante apertada, que quase impedia o caminhar das mulheres. Nas cabeças, chapéus floridos cobriam coques. Surgia então, a moda marinheiro. Entram novos estilistas na Alta Costura, como Jacques Doucet e John Redfern. É nesse momento que a moda infantil, pela primeira vez na história, começa a deixar de ser cópia da roupa dos adultos.

O traje masculino era composto por sobrecasaca e cartola ou terno. As calças eram retas e com vinco na frente. Os cabelos curtos e o uso do bigode eram bastante populares. 

 As cinturas atingiram seu ápice e passaram a medir cerca de 40cm

A cobertura do corpo era quase completa, deixando apenas mãos e rosto a vista

Para os homens, calças retas com vinco na frente, bigodes e cartolas

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