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quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Listinha dos favoritos de 2021 - maquiagem, skincare e mais!

Faz tempo que não escrevo pra cá? FAZ MUITO TEMPO. Mas, ler alguns blogs que tenho salvos nos meus favoritos do Firefox me acendeu uma luzinha pisca-pisca no coração. Vibe de final de ano, sabe? Antes que ela apague, resolvi aproveitar. Enquanto eu fazia a avaliação do ano que passou, me surgiu a ideia do post: uma listinha com meus favoritos de 2022. Vamos às categorias? 

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SKINCARE

Azelan Gel - ácido azelaico 


Como dito anteriormente, minha pele é acneica e este ano descobri que tenho AMA – Acne da Mulher Adulta. É como viver uma adolescência tardia. Detalhe: embora muito oleosa, minha pele nunca teve muita acne até uns três anos pra cá. Ou seja, desde os VINTE E SETE ANOS. Pareceria cômico, mas é bem trágico. Enfim, o Azelan em gel é um ácido que me foi receitado pela dermatologista e embora tenha dado muito ruim em diversas peles pelo que vi no YouTube, na minha deu super certo. Foi o que controlou o surto de acne (junto com medicamento) que tive no começo do ano. Hoje minha pele se encontra em paz, com espinhas normais obedecendo meu ciclo menstrual e grande parte do milagre devo a esse produto.

vitamina C da Creamy 


Comprei, pois: antioxidante num ano em que trintei. Já esperando que me desse espinhas por ter a pele acneica que não anda aceitando nada de diferente por ser exigente que nem a “dona”, acabei me surpreendendo com a textura, com o glow que deixa na pele e com o fato de não ter me dado nenhuma espinhazinha se quer, visto que meu histórico com vitamina C não era muito encorajador. Virou favorito.

Creme corporal da Cerave para peles secas e extra secas


Essa foi uma dica que peguei na internet com várias influenciadoras, mas quem me converteu mesmo foi a Ana Poli. Ela explicou, em vários vídeos dela, que é importante recuperar a barreira protetora da nossa pele. Eu, que usei e abusei do Azelan (duas vezes ao dia) entendi que precisava hidratar muito bem minha cútis para não ter brotes de espinhas. Fui sem muita fé, porque além de ser um creme indicado pro corpo, ainda é para peles secas. Veja bem, sou a pessoa que frita pastel na cara no verão! Mas não é que o Cerave deixa a pele sequinha depois de aplicado? E hidrata super bem, não causando novas espinhas. Não largo mais não, abandonei todos os outros hidratantes faciais.

Protetor Solar com cor ISDIN Fusion Water

Outra recomendação da minha dermatologista que, em meio a mil amostrinhas, me fez conhecer esse protetor com cor que se adaptou perfeitamente à minha pele, deixou um viço lindo e contribuiu para que eu escondesse no surto de espinhas as manchas avermelhadas. Recomendo muito, é meu protetor solar preferido e olha que eu testei muitos durante a vida (acreditem em mim, tenho 30 anos e ainda não aceitei muito bem esse fato como vocês podem perceber).

UNHAS

Gotas Secantes para Unhas da Vult 


Usei só uma vez, mas a bruxaria que é esse negócio, gente... me faltam palavras. Em cerca de cinco minutinhos a unha tava seca, mas seca mesmo, não aquele negócio que fica meio molhado embaixo. Medo desse produto na mesma proporção de satisfação, porque né, não sei com que forças ocultas estou mexendo.

MAQUIAGEM & BELEZA

Batom líquido matte da Max Love 


Escolhi a cor vermelho quase alaranjado que não sei dizer qual é apenas olhando a embalagem por falta de costume de usar batons na pandemia, o que fez com que eu perdesse a habilidade de maquiadora que existia em mim. Só sei que comprei numa promoção, passei e... achei que nunca mais sairia da boca. Comi com o dito cujo mais de uma vez, bebi litros e mais litros de água e NADA tirou ele (enfraqueceu a cor né, mas não tirou). O tom caiu como uma luva no meu tom de pele e o matte dele não é daqueles secos que deixam os lábios petrificados, sabe? Não quero mais usar outro batom (e pela durabilidade, talvez aos meus 95 anos eu precise comprar outro. Já comentei que fiz 30 né?)

Kit de shampoo + condicionador + máscara de tratamento + leave-in da Just For You 


Compra da Black Friday que me surpreendeu demais. Você responde um questionário de cerca de 16 perguntas e eles criam uma fórmula de acordo com as suas respostas. Totalmente personalizado, inclusive meu nome veio nos frascos. Mas o melhor é que realmente deu um up no meu cabelo, controlando inclusive o frizz que eu tenho desde neném.

LIVROS

Mulheres que correm com os lobos – Clarissa Pinkola Estés 


Esse livro me fez procurar por terapia e também me ajudou a não desistir dela. Em dezembro completei um ano! E em novembro terminei de lê-lo. É difícil falar do tanto de emoções que Mulheres que correm com os lobos me despertou. Foi de difícil leitura, onde eu parava, assimilava, tomava um ar e passava dias sem voltar a ele, somente digerindo tudo. Ele desperta coisas adormecidas dentro de você conforme você vai lendo, não consigo explicar. A Mulher Selvagem dentro de mim definitivamente tem acordado dia após dia.

Bruxa Natural - Guia Completo de Ervas, Flores, Óleos Essenciais e outras magias - Arin Murphy-Hiscock 

Um livro leve que faz a gente entender o básico do básico sobre ser uma pessoa mais conectada com a natureza. Foi importante pra mim ver que mesmo sendo uma pessoa urbana, voltar os olhos pro natural é importante e nos energiza.

INTERNET

Canal da Ana Poli 


Já falei dela neste post, mas preciso repetir: a Ana me fez conhecer mais minha própria pele e me converteu ao Cerave. Me fez ter paciência com o processo que é cuidar da pele com acne e ir com leveza no tratamento que fiz. O tanto que sou grata a essa mulher não tá no gibi (só os +30 vão entender essa expressão).

Notion 


Ai ai o que dizer da ferramenta que me fez largar o papel neste ano? Você pode fazer tudo no Notion, é como um grande blog onde você escreve e cria o que quiser, personaliza e não torna público (ou torna, você quem escolhe). Melhor descoberta, desde julho de 2021 que eu não desgrudo mais desse app.

EXTRA

Aromatizador de ambiente da Via Aroma 


Já dei indicativos suficientes neste blog de que sou a louca dos cheirinhos, das velas, dos incensos e agora do óleo essencial. Uma das melhores compras que fiz esse ano para ajudar na minha ansiedade e de quebra deixar a casa com cheiro de ryqueza o tempo todo. Vale a pena! 

Queria falar de séries e músicas também, mas não quero ter um post quilométrico por aqui, afinal, são 15 anos blogando sem extrapolar muito nos caracteres, para não se tornar uma coisa pesada. Não prometo que volto com mais favoritos, mas sei que volto com algum post no futuro. Posso largar por meses esse bloguinho, mas as vezes ele se torna uma ótima válvula de escape. Um ótimo 2022 a todos!

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Eu não releio livros

Minha estante só cresce. Eu particularmente amo ir a sebos e afins procurar por novos volumes. Gosto de ter ebooks no aplicativo do Kindle, gosto de visitar uma livraria ou comprar pela internet e gosto de ter minhas estantes cheias. Toda vez que compro um livro é com a intenção de lê-lo, claro. Mas nem sempre isso acontece e eles ficam lá, parados na estante, na promessa de leitura. Pensando no tanto de títulos que tenho e no tanto que gostaria de ler, eu fico não querendo reler livros que amei. Isso diminuiria meu tempo para ler livros novos e adquirir novos conhecimentos. Meio bobo esse pensamento, eu sei.

Ano passado reli um livro que era curto, feito para ler numa sentada só (e é por isso que reli). Se tratava de Os Funerais do Coelho Branco, do Nenê Altro. Essa releitura me fez perceber que muito do que eu não tinha entendido e sentido na primeira vez que li, pude entender e sentir na segunda vez, porque afinal, eu amadureci.

Então, é assim. Eu entendo da importância de se reler. Da magia de voltar para uma história que te prendeu. Mas isso não é necessariamente aconchegante, como as pessoas costumam dizer por aí. Aquele livro lindo da adolescência pode parecer bobinho da segunda vez. Livros que lemos com 15 anos já não serão os mesmos aos 28. Tá, nenhum livro será o mesmo ao ser relido e por isso mesmo me pergunto: será que reler não pode estragar a magia por trás das coisas? O sentimento de carinho?

Agora pretendo reler outro livro. O motivo disso é porque eu gostei muito da história e a esqueci. Mas tenho convicção que era bom. O livro? A Insustentável Leveza do Ser, do Milan Kundera. Espero gostar e entender mais dele quando o momento chegar. Sim, o momento. Tem dias que eu quero sentir medo, corro pros títulos que possuo da Darkside ou pra algum do Poe ou mesmo pra Stephen King. Dias que quero estudar, opto por biografias e livros técnicos das minhas áreas (alô moda, alô jornalismo!). Dias que tudo que eu preciso é de um romance com uma história inteligente, que me faça refletir além de me engajar no enredo. Então, preciso esperar essa última categoria me pegar pra ser o momento de ler A Insustentável Leveza do Ser de novo.

E você, relê ou é do meu time de não reler (com raras exceções)?

terça-feira, 25 de junho de 2019

Saudades da blogosfera que eu já vivi

Isso aqui é, antes de mais nada, um desabafo sobre a blogosfera. Eu sinto falta dos blogs de antigamente, aquele que era estilo diário, onde as pessoas contavam sobre suas vidas, acontecimentos do dia a dia. Eu gostava de ler aquilo e até hoje gosto desse tipo de conteúdo, busco por ele, mas é muito difícil de encontrar. Hoje tudo se tornou vendas ou posts patrocinados. Resenhas de um produto que ganhou da marca X. Ou várias postagens de assuntos do momento e todo mundo escrevendo a mesma coisa, com fotos diferentes (ou não).

Sinto falta também de posts reflexivos, onde a pessoa expõe a alma, mostra como lida com seus problemas, o que acha da vida. Sinto falta de mais sinceridade, mais coisas sobre nós mesmas, aquele tipo de conteúdo que nos faz sentir próximos das pessoas e de quebra ainda ajuda a autora a desabafar ou filosofar. E pode ajudar a quem lê.

Dia desses estava lendo um texto que falava sobre isso, mas voltado para a moda. Tem gente que ainda fala com paixão sobre moda? A resposta era que tinha sim, mas no Instagram. Isso me fez pensar: será que os blogs estariam migrando para o Instagram? E daí penso de novo: tomara que não. A graça daqui é criar layout com nossa personalidade. A graça da raiz da blogosfera era ter um diário virtual, sem nicho, sem marketing, só amor mesmo, só desabafos, como esse que estou fazendo.

Sinto falta de contar das minhas saídas aqui, dos shows que fui, eventos, como era a faculdade. Mas sei que sou livre para voltar com posts assim, porém, me sinto destoada do resto da internet.

Eu só não sinto falta dos gifs piscantes da antiga blogosfera, cheios de brilhinhos. Isso virou coisa de tia do WhatsApp no grupo da família. Mas até das plaquinhas eu sinto saudades. Vocês lembram? Eram dessa época?

Esta postagem foi inspirada pelo tema do mês de Agosto de 2018 do Together: Coisas da Blogosfera que sentimos falta. A blogagem desse mês é com o tema Revival, portanto, escolhemos os temas que já passaram sobre os quais queremos escrever! O Together é um projeto lindo para unir a blogosfera, saiba mais clicando aqui!

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Vamos falar sobre ser fã?

Ser fã é um negócio todo especial: se dedicar a conhecer o objeto ou artista que você admira, acompanhar redes sociais, comprar coisas, interagir com outros fãs, ter todo esse cuidado com seu alvo de admiração. Nesse post vou citar somente artistas musicais que sou fã... mas quero deixar um lembrete especial para Fruits Basket, ou Furuba, série de anime e mangá que acompanhei os lançamentos dos mangás, comprando todos desde a minha infância até a adolescência (e ainda guardo todos com amor e carinho), além de ver o anime antigo. Agora estou prestes a acompanhar a nova época de Fruits Basket, com o novo anime lançado recentemente - que eu ainda não tive tempo de ver. Feito essa ressalva especial, de um coração de fã, vamos agora falar do mundo da música?

McFly


A primeira recordação que tenho de ser fã, mas realmente fã, foi com McFly. Eu tinha CD’s, DVD’s, pasta com todas as fotos possíveis no PC, lia fanfics no Addiction (saudades!) e sonhava com shows, chorando por não poder ir. Um dos dias mais felizes da minha vida, inclusive, foi quando finalmente fui a um show do McFly, já adulta (ouço até hoje? OUÇO SIM). Mas eu já não era aquela fã que seguia tudo da banda. Nessa época meu amor de fã já tinha sido totalmente direcionado para a banda que eu mais amo nesse mundo todo, para quem eu daria minha vida mesmo sem conhecer pessoalmente, para os mozões do meu coração:

Avenged Sevenfold


As músicas do A7x mexem comigo como nenhuma melodia jamais mexeu. Elas me salvaram em momentos de depressão, traduziram épocas confusas da minha vida, me incentivaram quando eu precisei, me frearam quando sentia que precisava ser freada. E dessa vez, além de ler fanfics, eu escrevi fanfics (só uma publicada, por motivos de vergonha). Espero casar ao som de Warmness On The Soul, espero continuar levando minha avó materna, meu pai e o Jimmy comigo toda vez que ouvir So Far Away – e até espero que quando eu morrer, alguém cante essa música pra mim. Espero mesmo ser tão significativa na vida de alguém a ponto de essa pessoa falar pra mim “Lay away a place for me 'cause as soon as I'm done I'll be on my way to live eternally” no meu funeral.
Passei pela fase da morte do Jimmy, chorei como se fosse uma pessoa próxima, porque pra mim ele era, de tanto que eu o conhecia. Nunca o vi tocar com o Sevenfold pessoalmente, umas das minhas maiores tristezas foi perder o show de 2008 onde ele esteve em terras brasileiras com a banda. Mas fui nos shows com o Portnoy tocando e com o Arin. Na verdade, fui em todos os shows depois deles tocando no SWU em 2010 (menos no Rock in Rio, por motivos de dinheiro faltando na conta).
Meu amor quase total é por Sevenfold, porque são eles que quero um dia eternizar na minha pele em formato de tatuagem, são eles minha principal escolha, é deles o posto de banda favorita da minha vida. Mas também escuto outra banda com tal afinco e com pesquisa sobre os membros tão altas que competem com Avenged:

 

Disturbed

Disturbed me ajudou demais quando passei por um dos períodos mais graves da minha depressão, uma época que achei que não me levantaria mais. Com The Light, eles foram, de mansinho, me tirando do buraco.
Mas eu os conheci bem antes, na época de Down of the Sickness, que foi a música de fechamento do filme Madrugada dos Mortos, lá em 2004. Recentemente, Disturbed lançou outra música que me fez soluçar de tanta identificação, embora eles tenham feito para alguém que esteja enfrentando problemas com álcool, pude ler como se fosse pra minha vida com a depressão, com altos e baixos. A musica? A Reason to Fight.

Claro que eu sou fã de mais coisas, pessoas, bandas. Mas aqui ficaram só os que sou/era mais envolvida. Eu fui uma Galaxy Defender, sou uma participante da Deathbat Nation e com certeza sou uma Disturbed One. Que a vida sempre nos traga amor de fã pra oferecer pros nossos ídolos ♥


Esta postagem foi inspirada pelo tema do mês de Maio de 2019 do Together: Coração de Fã. A blogagem desse mês tem o tema Revival, portanto, escolhemos os temas que já passaram sobre os quais queremos escrever! O Together é um projeto lindo para unir a blogosfera, saiba mais clicando aqui!

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Meus favoritos – novembro de 2018

meus favoritos de novembro de 2018

Vou começar hoje uma nova coluna que eu amo ler em outros blogs: sobre os meus favoritos do mês decorrente. Vai abranger músicas, coisas que assisti, livros, jogos (sim, sou dessas!) e o que mais aparecer no mês. Os meus favoritos não necessariamente foram lançamentos do mês, mas me conquistaram esse mês. O primeiro é agora de novembro de 2018, vamos lá?

O que ouvi em novembro

Voltei a jogar SongPop, dessa vez o 2, e ando obcecada com as músicas que tenho relembrado ouvindo por lá. Tenho as playlists que comprei como Avenged Sevenfold e Disturbed, mas tenho também playlists mistas com músicas das bandas Heart, Apocalyptica, Rise Against, Twenty One Pilots e X Ambassadors (clique no nome para ouvir as respectivas músicas).

O que assisti em novembro

Basicamente tenho assistido coisas da Netflix, entre eles reassistindo e sofrendo o anime Death Note  junto com o namorado. Também estou vendo a série Itakiss: love in Tokyo. Me apaixonei demais pelo anime Itazura na Kiss, tanto que tive que ir pro dorama.E comecei a ver Destinos Macabros, uma série interessante sobre turismo diferente de tudo que já vi.

O que li em novembro

Muita coisa! Comecei a ler Feira das Vaidades de William Makepeace Thackeray, mas não estou muito nas épocas de leituras, e quando estou nesses tempos prefiro algo bem mais tranquilo, como poemas, que me fazem repensar a vida e em quem sou. Então li recentemente A Princesa Salva a Si Mesma Neste Livro da Amanda Lovelace e O que o Sol Fez com as Flores da Rupi Kaur e estou lendo Tudo Nela Brilha e Queima da Ryane Leão. Além disso, estou tentando terminar Linha M da Patti Smith ainda esse ano, mas como eu estava esperando um novo Só Garotos acabei empacando na leitura. Também, para melhorias na vida e por questões de @pelelindasendopobre estou lendo Eat Pretty da Jolene Hart. E pra concluir, terminei recentemente de ler O Milagre da Manhã de Hal Elrod.

Skincare

Para quem não sabe sou a louca dos cosméticos e dos cuidados com a pele. Lancei um Instagram só para falar sobre isso, o @pelelindasendopobre. Sigo obcecada com cuidados faciais nesse mês (desde que comecei a cuidar pra valer da pele em junho). Você também pode acessar o blog Pele Linda Sendo Pobre clicando aqui.

O que joguei em novembro

Como eu disse, voltei com Song Pop! Mas também estou jogando o novo Candy Crush Friends e um joguinho incrível de produtividade chamado Habitica. Você estabelece metas e quando as cumpre na vida real, você marca lá e seu personagem vai ganhando ou perdendo pontos. Um incentivo e tanto!

jogos para Android

Abaixo está a interface do jogo Habitica, onde você coloca os desafios que fará na vida real e vai atualizando o jogo quando cumpriu e também quando não cumpriu, para ganhar (ou perder) pontos:

Habitica

Habitica é mais um aplicativo que poderia facilmente entrar no post sobre dicas para se organizar com aplicativos e bullet journal (aliás, já conferiu?)

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Making a Murderer e o caso brasileiro da Escola Base

Ano passado eu decidi assistir Making a Murderer. Primeiro veio o choque em conhecer a história de Steven Avery, que vou contar mais abaixo. Depois, me solidarizei com ele. Por último, comecei a refletir sobre Jornalismo e me lembrei do caso Escola Base. Aqui, fiz uma análise entre os dois casos e explico o porquê não gostei dessa série.

ATENÇÃO: contém spoilers da 1ª temporada da série Making a Murderer

Making a Murderer 

Making a Muderer, Steven Avery
Steven Avery na época de sua prisão injusta

A série do Netflix documenta a história real de Steven Avery, morador do condado de Manitowoc, em Wisconsin, preso em 1985 acusado de tentativa de assassinato e agressão sexual. Ele passou 18 anos preso injustamente, até que novas provas concluíram que o responsável pelo crime, na verdade, foi um homem chamado Gregory Allen, que ficou solto por todos os anos em que Avery permaneceu preso. Steven moveu um processo contra as autoridades do condado, a fim de reparar os danos sofridos e evitar que outras pessoas fossem presas injustamente. Mas então, uma fotógrafa, chamada Teresa Halbach foi assassinada e seus restos mortais foram queimados e encontrados no ferro-velho Avery ao lado do trailer onde Steven morava. Além disso, ela comprovadamente esteve no ferro-velho fazendo uma reportagem fotográfica naquele dia. Avery foi preso e condenado à prisão perpétua por isso, enquanto se declara inocente. Uma das principais provas veio de seu sobrinho Brendan Dassey, que confessou ter ajudado o tio no crime. Nos vídeos das entrevistas dos investigadores com Dassey, vemos claramente que ele é uma pessoa mentalmente abalada. Seus advogados dizem que ele é portador de deficiências cognitivas.
Tudo aponta, na série, para que Avery novamente tenha sido acusado falsamente, com uma provável armação das autoridades contra ele. 

Mas, sempre tem um “mas”

A série é tendenciosa. Não quero com isso dizer que Avery é culpado, ele pode sim ser inocente. Aliás, o princípio básico de todo julgamento é partir do ponto de que o acusado é inocente, até que se prove o contrário. Só que, ao assistir a série, pessoas não familiarizadas com o jornalismo investigativo podem não enxergar o quanto o programa é parcial. Temos que ter em mente o seguinte: o julgamento foi longo e, mesmo em 12 episódios, não foi mostrado na íntegra. Não sabemos o que convenceu os jurados de que Avery era culpado. Não sabemos se de fato houve manipulação. O que mais confunde aqui é o que não é mostrado! As cenas são editadas em sua maioria para mostrar as partes do julgamento que favorecem Avery e torna o lado do acusador um verdadeiro vilão a ser combatido. 

A cobertura da mídia em casos criminosos pode ser perigoso

Um documentário em formato de série que põe um lado como superior ao outro pode nos enganar. As cenas não foram montadas, tudo que aparece lá realmente aconteceu. Mas elas foram editadas: foram selecionadas apenas as partes necessárias para montar uma defesa para Avery. Temos que desconfiar daquilo que não vemos. Quando um lado é menosprezado em prol do outro, há uma parcialidade, ou seja, é “puxado sardinha para um lado”, o que pode nos convencer de algo que não é real. Já ouviram falar no caso da Escola Base?

O Caso Escola Base 

Escola Bse notícia
Uma das manchetes da época, noticiando o caso da Escola Base

Em setembro de 1992, os casais Icushiro Shimada e Maria Aparecida Shimada e Paula Milhin de Monteiro Alvarenga e Maurício de Monteiro Alvarenga se associaram e compraram uma pequena escola, com apenas 17 alunos matriculados, localizada no bairro da Aclimação, pertencente ao distrito da Liberdade, próximo ao Centro de São Paulo. Juntos, eles investiram em melhorias para a escolinha, com trabalho recompensado: no início de 1994, apenas dois anos depois da compra, a escola já contava com 72 alunos. 

No dia 27 de março de 1994 surgiu uma denúncia contra os dois casais e mais duas pessoas, acusando-os de abusar sexualmente de crianças de apenas quatro anos, estudantes da escola.

Como as denúncias ocorreram

Lúcia Eiko Tanoue Chang brincava com seu filho de quatro anos quando ele começou a fazer movimentos sexuais. A mãe questionou a atitude do filho que, embora relutante, confessou que tinha visto isso em um vídeo na casa de outro coleguinha, filho do casal Saulo e Mara da Costa Nunes. Mas quem tinha levado a criança até a casa? O pequeno disse que tinha ido durante o horário de aula, numa Kombi dirigida por Icushiro. A criança ainda contou que ele e outra amiguinha, filha de Cléa Parente de Carvalho, tinham sido fotografados sem roupa pelos donos da Escola Base. Lúcia e Cléa então prestaram queixa contra os três casais na 6ª Delegacia de Polícia, na zona sul de São Paulo. O delegado de plantão no dia ordenou uma busca, que foi infrutífera, no apartamento de Saulo e Mara. Lúcia e Cléa, indignadas com o resultado, procuraram a imprensa e expuseram o caso. O Jornal Nacional foi o primeiro meio de comunicação a noticiar, no dia seguinte, que seis pessoas eram acusadas de promover orgias infantis. A imprensa brasileira, sem apurar o caso, condenou os acusados antes de eles terem a chance de depor para a polícia.

Uma rápida análise sobre a cobertura midiática no caso Escola Base

Meios de comunicação decidiram publicar o caso no melhor estilo “diz-que-me-diz”, sem investigação nenhuma, cobrindo-o com sensacionalismo. Outra surpresa caiu nas mãos de repórteres de todo o país: o resultado do exame feito pelo IML em uma das crianças, dizia que ela tinha lesões no ânus que eram compatíveis com a prática de atos libidinosos. Mais notícias acusadoras surgiram. Só que, em poucos dias, o IML falaria novamente, afirmando que os exames na verdade tinham dado inconclusivos e que as lesões poderiam vir de algum problema intestinal. Não houve apuração jornalística nenhuma, a primeira nota do IML e as afirmações precipitadas do delegado responsável pelo caso foram suficientes para a imprensa condenar os acusados.
Somente no final de junho começaram a surgir matérias na mídia que assumiam que não haviam provas suficientes para condenação. Na parte jurídica as acusações foram apontadas como infundadas. Mas daí o inferno na vida dessas pessoas já estava feito: a escola foi depredada e teve que ser fechada, as casas dos suspeitos também foram destruídas, os acusados foram ameaçados de linchamento e morte, tendo de se esconder como fugitivos. Anos depois, todos tiveram algum problema de saúde por causa de todo o sofrimento que passaram e até hoje não receberam toda a indenização a que tem direito.
Aqui ocorreu o contrário do caso Avery – que foi colocado como inocente pela mídia (no caso, o documentário). Na Escola Base, seis pessoas foram acusadas sem prova nenhuma pelos jornais brasileiros. Da mesma forma, a sardinha foi puxada para um lado só, percebem? 

CONCLUSÃO

Embora a série traga a presunção da inocência para Steven, é muito perigoso mostrar apenas um lado da história. Notícias que surgiram depois do lançamento da série nos mostram a ex noiva de Avery dizendo que ele não é inocente e que atuou no documentário, inclusive. Não sabemos o porquê dela ter dito isso, nem a verdade, mas o pouco espaço para a acusação de Avery nos faz acreditar cegamente na inocência dele.

No segundo caso, condenaram os inocentes também sem ouvirem seus lados na história, destruindo suas vidas. Paula, a professora, nunca mais conseguiu emprego na área que amava. Ela sofre com depressão e se separou de Maurício Alvarenga, que sofreu com Síndrome do Pânico e tinha medo de sair na rua. Icushiro Shimada faleceu em 2014 após um infarto. Sua esposa, Maria Aparecida, faleceu em 2007, vítima de câncer. Ambos morreram sem receber toda a indenização que esperavam. Saulo e Mara Nunes enfrentaram muitos problemas financeiros por conta da contratação de advogados.

Esses são os perigos de se expor apenas um lado do caso, de ser parcial em casos de crimes reais. Nós não sabemos se Avery é inocente ou não. O fato aqui é que ele foi condenado e nós sabemos que a série, nem se demonstrasse inclinação para cobrir todos os ângulos, teria tempo suficiente para isso. São 30 anos de história! Hoje, a Netflix lançou a segunda temporada da série, mesmo assim não há tempo para cobrir tudo que se precisa.

Vidas são destruídas por causa da imparcialidade da mídia mundial. Enquanto jornalistas e editores não se atentarem para corrigirem dentro de seus veículos falhas como essas, somos nós, consumidores de todos os tipos de veículos de comunicação, que devemos questionar todos os ângulos de uma história. Antes de acreditar cegamente na nossa mídia, está na hora de questionarmos ela.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

A mania de dar opinião na vida dos outros

Esses dias estava conversando com uma amiga sobre essa necessidade que as pessoas tem de dar opinião na vida dos outros. O problema não é nem ter a tal opinião, mas sim expressar ela, sem a pessoa que inevitavelmente vai receber a opinião – sobre sua própria vida - ter solicitado. Isso acontece muito com mulheres grávidas, por exemplo. É considerado normal as pessoas se sentirem no direito de dizer “não come tal coisa, faz mal para o bebê” ou “você ainda dirige no oitavo mês? Pois devia parar já!”. Só que essas mesmas pessoas, com opiniões tão certeiras, não oferecem soluções. Não é como se os “opineiros” de plantão tivessem a intenção de ajudar, eles querem apenas “causar” na vida alheia! Eu me pergunto o porquê, será que Freud explica?

Tem um ótimo vídeo já meio antigo da HellMother que ironiza essa situação:


Uma coisa que pessoalmente me incomoda – e muito – é alguém me oferecer uma dieta, sem eu ter solicitado. Vejam bem, quem sabe da minha alimentação sou eu, quem sabe da minha saúde também sou eu, quem paga médico, adivinha só, sou eu. Mas sempre alguém quer oferecer a Dieta-do-Insira-Um-Nome-Bizarro-Aqui que viu na Revista Para Panacas e que fez a atriz Xys Ypsolon emagrecer 40 kg é verdade esse bilhete. GENTE, APENAS NÃO! Se você não vai preparar a sopa do momento pra mim (e depois lavar minha louça, claro) e caso der ruim para minha saúde pagar médico e exames, então, com todo o respeito possível, enfia sua indicação de dieta no meio do olho do seu belo arco que fica entre suas duas nádegas! Se meu corpo te incomoda o problema é total e completamente seu, não venha me pedir pra resolver isso pra você. Meu corpo não ME incomoda e está saudável, isso que importa.

Recentemente lá nas gringas tivemos o caso da modelo Tess Holiday, que foi capa da revista Cosmopolitan do Reino Unido. Acontece que as postagens da foto (linda, diga-se de passagem) causaram alvoroço nas pessoas e elas não puderam se conter. Não, elas não conseguem ficar sem digitar. Deve ser alguma nova doença, algo pra ser estudado: pessoas que simplesmente não sabem guardar suas opiniões. Muitos disseram que a revista estava fazendo apologia à obesidade. Que beleza, né? A gente anda pelas ruas e vê todo mundo magrinho, né? Todo mundo bem Bruna Marquezine aí quando vê uma gorda numa capa de revista vira um auê. Gordura por si só não é doença. Nem todo gordo é doente, nem todo magro é saudável. Pessoas gordas existem aos montes, pesquisa do Ministério da Saúde indica que mais de 50% da população brasileira, por exemplo, está acima do peso. No Reino Unido, onde a capa em questão aconteceu, mais de um quarto da população é obesa de acordo com dados da CIA. Por que cargas d’água então tem gente que se irrita com gordo em capa de revista?

E por ter falando em Bruna Marquezine, ela também fez stories esses tempos atrás contando como sofre pressão estética. Sim, o problema da opinião alheia que machuca não chega apenas para alguns poucos infelizes, ele atinge muita gente, inclusive uma das pessoas mais famosas, talentosas e lindas do Brasil. Alguns comentários em uma de suas fotos no instagram diziam que Bruna estava com “pernas finas que nem um macarrão” e outros a mandavam “engordar”. Não era sugestão apenas, usei a palavra mandar, pois acredito que ela é a palavra certa mesmo. As pessoas que não sabem se controlar chegam ao ponto de se achar no direito de mandar na vida de alguém que nem conhecem pessoalmente. 
capa da revista Cosmopolitn com a modelo Tess Holliday
A tal capa da revista Cosmopolitn com a modelo Tess Holliday
Embora eu tenha reclamado das dietas não solicitadas, para mim o problema maior ainda é sobre saúde mental. Canso de ouvir pessoas opinando sobre minha depressão. “Você está triste? Vai dar uma caminhada, sai de casa um pouco”. Queridos, quando tenho crises de depressão, a última coisa no mundo que quero é sair de casa. Não só não quero, como não consigo. Levantar da cama custa MUITA energia. As vezes, tomar banho é impossível. Só quero dormir o dia inteiro, chorar e ouvir música triste. Quando levanto do colchão, parece que colocaram um peso de 200 kgs nas minhas costas. Faço o mínimo esforço e já me sinto cansada, como se tivesse batido pernas o dia inteiro no Brás / 25 de Março. “Ah, mas pense, tem gente que sofre mais que você, olha as crianças na África e blablabla...”. Primeiro: a pessoa nem conhece a história da África, mas ela quer usar o que aprendeu em algum comercial de TV pra me fazer sentir melhor. Adivinha só? Não ajuda. E olha que ouço muito isso das crianças na Africa passando fome como se fosse um bom argumento para combater minha depressão. Sério. Segundo: não estou e nunca estarei concordando em fazer uma COMPETIÇÃO DE DOR. E terceiro: São dois tipos diferentes de dores, gente. Não tem como comparar. A minha é uma doença, é depressão, tem que ser tratada com terapia, remédios, entre outros. A das crianças é FOME, envolve muitos outros fatores, como política, nível social, etc. Vamos parar de comparar tudo errado além de dar opinião a torto e a direito na vida dos coleguinhas, por favor?

 Imagem retirada daqui.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Por que somos tão inseguros?

por que somos inseguros?

Passeando pelas timelines das redes sociais volta e meia me deparo com análises ou piadas sobre a questão “Capitu traiu Bentinho?”. É curioso pensar que um livro publicado em 1989 ainda tem o poder de causar rebuliço nos dias de hoje, tamanha é sua fama. Mas não, eu não estou aqui pra falar sobre a questão Capitu. Quero falar sobre o problema em ter vergonha de se expor. Pensa comigo, com certeza Machado de Assis teve episódios de ansiedade, insegurança e medo, afinal, todo ser humano tem essas coisas. E se num desses momentos, Machado sentisse medo de não ser lido ou receio de seu texto não estar bom o suficiente? Se esses sentimentos o tivessem paralisado e o impedissem de entregar a primeira versão de Dom Casmurro, nós não conheceríamos Capitu e Bentinho hoje. Se Machado fosse inseguro ao extremo (e talvez ele fosse, mas dava algum jeito de vencer isso), jamais teríamos outros tantos livros incríveis como Memórias Póstumas de Brás Cubas ou Quincas Borbas.

Mas Machado foi meu primeiro exemplo. Assim como Dom Casmurro, que é leitura obrigatória para vestibulandos, também estão livros como O Guarani, de José de Alencar. E o José, será que teve uma vida linda, sem medos, totalmente seguro de si, de seu trabalho, de sua escrita?

Vamos chegar no nosso tempo, só para dar um exemplo atual de uma pessoa que causa tanto tumulto na internet quanto Capitu: Elena Ferrante com sua tetralogia napolitana. Será que Ferrante tem insegurança ao escrever? Será que, como eu quando escrevo, Elena acha tudo lindo e fantástico e dois meses depois relê e acha tudo uma grande matéria fecal? Ou será que esses autores citados são alienígenas e nunca tiveram medo de entregar seus textos, pois estavam plenamente conscientes da sua genialidade?

Colagem por Graziele Lima para o blog Eu e Minha Estupidez

O ponto onde quero chegar é, tomando como certo que nenhum deles é um alienígena, se essas pessoas não tivessem vencido suas inseguranças quando elas surgiram, não teríamos hoje essas obras e nem estaríamos 100 anos depois discutindo uma possível traição ou postando fotos de trechos de conversas entre Lila e Lenu no Instagram. E a gente, que escreve mas não tem essa fama toda, será que não está se sabotado demais com relação aos nossos textos? Será que não estamos deixando nossa insegurança vencer, em vez de mostrar ao mundo nossa cria?

Eu sei que não sou a única que escreve e não publica por medo, insegurança, vergonha. Conversei com uma amiga que é poeta e escritora e vi que a insegurança em mostrar o que escrevemos não é só minha, é de todo mundo nesse ramo. Ela, por exemplo, escreve coisas lindas e inspiradoras. Mas é muito fácil pra mim, que estou lendo e sendo impactada com o trabalho dela falar isso. Ela perceber o quanto uma vida pode ser tocada se entregar o texto para a internet ou qualquer outro meio, são outros 500, percebem?

Nós deixamos nossa insegurança nos dominar. Por que não paramos e pensamos, como citado nesse texto, que nossas ideias podem parecer óbvias pra gente, mas são incríveis para os outros? Um dia vamos reler aquele texto publicado e encontrar erros, certamente, mas tudo bem, isso só mostra que evoluímos enquanto escritores e não que aquela obra não valeu para alguém.

Colagem por Graziele Lima para o blog Eu e Minha Estupidez

A gente tem medo de arriscar. E eu sei que é difícil, porque enquanto escrevo isso, tenho três livros escritos e guardados só pra mim. Mas me assusta pensar em quantos novos Machados de Assises estamos perdendo. Não precisa nem ser tão genial quanto o Machado, mas poderia ter uma obra impactante, que marcaria os próximos séculos. Quantas Elenas Ferrantes se escondem em pessoas que simplesmente tem medo de mostrar suas escritas as vezes até para um amigo próximo? A gente precisa parar. Só que... eu não sei como. Eu realmente não sei.

Esse texto termina assim, sem solução nenhuma. Se você tiver uma, por favor, ajude essa galera que escreve e que precisa. Salve os Machados, os Josés e as Elenas, por favor. E salve a mim, que preciso aprender a não me sabotar mais.


*PS.: usei colagens feitas por mim, representando momentos de insegurança, para ilustrar esse texto, achei uma maneira não convencional de ilustrar a postagem, ao mesmo tempo em que eu tenho esse momento de vulnerabilidade por postar arte minha aqui, além dos textos.*

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Os melhores de 2017

Olha quem chegou atrasada para fazer post de retrospectiva & melhores do ano aqui o/. Culpa da loucura de dezembro: primeiro a gente trabalha dobrado pra dar conta do serviço da época das férias, depois nas férias a gente tem que fazer tudo que a gente não faz enquanto está trabalhando. 

2017 foi um ano bom. Consegui finalmente colocar meditação na minha rotina e estou há cinco meses praticando mindfulness diariamente. Também foi um ano com leituras fortes, que me ensinaram muito! 
Mas em vez de eu ficar nessa lenga-lenga de relembrar o ano, prefiro colocar aqui as listas com os melhores de 2017, na minha humilde opinião. Bóra lá? 

Melhores livros de 2017
Melhores livros de 2017
 Esse ano, os livros que ganharam disparados meu coração foram O Segredo dos Corpos, do Dr. Vincent Di Maio e Ron Franscell (resenha aqui e uma pequena história tirada do livro aqui) e O Conto da Aia da Margaret Atwood (Fiquei tão impactada que emendei esse livro com a HQ Persépolis e me rendeu uma boa reflexão aqui). Destaques também para Confissões do Crematório da Caitlin Doughty, que me fez pensar sobre a morte (também fiz resenha); A Cor Púrpura de Alice Walker; pros excelentes livros das irmãs Brontë: Jane Eyre da Charlotte e O Morro dos Ventos Uivantes da Emily com resenha conjunta aqui; 1984 do George Orwell que narra praticamente nossa atual situação política e para o último livro que li ano: A Sangue Frio, do Truman Capote. Sobre A Sangue Frio: é um forte relato de um crime verdadeiro, escrito por um não jornalista, mas que é exemplo para todo jornalista. Foi me recomendado na faculdade e eu me arrependo de ter demorado tanto para ler. Um exemplo de como expor fatos. É o mais próximo de imparcialidade que já li num livro reportagem.
Melhores filmes de 2017

Melhores filmes de 2017

Logan (2017) tá no topo da lista pela sensibilidade, a história, a produção. Depois vem Jane Eyre (2011) porque ano passado viciei nessa personagem. Só assisti em 2017 Animais Fantásticos e Onde Habitam (2016) e fiquei encantada com o Newt Scamander do Eddie Redmayne. Dos sete filmes dessa lista de “Recomendo: 7 filmes para assistir no Netflix“, com exceção de A Vida Secreta das Abelhas, vi todos esse ano e além de ter amado, indico fortemente. São eles: Christine: o carro assassino (1983), Grandes Olhos (2014), Chamada de Emergência (2013), Fuga de Alcatraz (1979) e Razão e Sensibilidade (1995). Tem resenha deles no post já citado.
 
Melhores séries de 2017
Foi o ano em que terminei de ver Sons of Anarchy, então me deixem enaltecer essa série mesmo que ela tenha terminado em 2014? Melhor série da vida (mentira, a melhor da vida é Breaking Bad)!
Das lançadas esse ano, a melhor que vi foi The Handmaid’s Tale. The Strain teve seu final esse ano e também devo dizer que amei, embora não sem críticas ao final bonitinho e feliz que PARA NÉ, queria catástrofe – mesmo assim não tem como não entrar nos melhores do ano. Atypical foi a série que mais me impactou – exemplo de como falar de um assunto sério de uma maneira leve. Dear White People me faz pensar em como ajo errado e em como quero e preciso melhorar, escrevi um pouco sobre aqui. Grace and Frankie é só amor e eu mal vejo a hora da quarta temporada estrear – cheguei a escrever sobre a necessidade de uma série como essa! American Horror Story: Cult começou boa e se perdeu no meio, faltam dois eps para eu terminar, pensei que entraria nas melhores do ano, mas não. Assim como Girls, que acabou e já foi tarde, odiei.

Melhores álbuns de 2017 - música
Melhores álbuns de 2017

  • Stone Sour - Hydrograd
  • Imagine Dragons – Envolve 
  • Kasabian - For Crying Out Loud
  • Foster the People - Sacred Hearts Club 

publicações obvious
 • As vestes papais
A série "The Borgias", da Showtime, conta a história do Papa Alexandre VI e de sua família. Foi ela que inspirou esse artigo, sobre as vestes usadas pelo soberano da Igreja Católica: o Papa.

• Como tudo começou: expressões populares
Usamos muitas expressões populares nas nossas conversas diárias, certo? Mas, qual a origem delas? Como começaram essas histórias de “João sem braço”, “Quebrar um galho”, “Tirar o cavalo da chuva”, “Fazer uma vaquinha”, “Bicho de Sete Cabeças”, “Casa da Mãe Joana”, “Voto de Minerva”, “Chorar pelo leite derramado”, “Pensar na morte da bezerra”, “Salvo pelo gongo” e “Conto do vigário”? Tá tudo aqui, ó!

• Cirurgias plásticas sem objetivos estéticos: conheça a arte de Orlan
Orlan é uma artista completa: faz esculturas, fotografias e usa seu próprio corpo como base para cirurgias plásticas com objetivo artístico. Ela guarda todas as sobras de suas cirurgias. Isso mesmo, ela guarda as partes de seu corpo (pele, carne e até gordura) para si e mais tarde as inclui em suas exposições.

• As obras da Danse Macabre
As representações da Dança Macabra colocam a própria Morte como uma pessoa que conduz os mais diversos personagens à caminho de seus próprios túmulos.

• A macabra história real dos caçadores de cabeças
Muitos povos caçavam cabeças dos seus inimigos e as guardavam como se fossem troféus. Nesse texto, reúno algumas dessas histórias, que, embora pareçam ficção de terror, são reais. 
Melhores produtos de beleza 2017
Esse foi o ano que me decepcionei com um produto que todo mundo parece amar na internet: Serozinc, da La Roche Posay. Não diminuiu a oleosidade da minha pele, nem passando antes, nem depois da maquiagem.
Mas foi também o ano em que conheci produtos ótimos! Principalmente os baratinhos para o cabelo, que são uns achados!

Melhores produtos de beleza 2017

1 - o melhor produtinho desse ano é o Tea Tree Serum da SJ Clinicals que fez milagre no meu rosto! Amei de paixão, foi presente da minha sobrinha.
2 - Fiquei de cara com esse shampoo e condicionador roxos da Salon Line. Livre de derivados de petróleo, com ótima pigmentação, que realmente tira todos os tons amarelados, deixando-os mais acinzentados. O melhor é o preço, super amigo.
3 - Adorei esse tratamento para olheiras da Renew. O aplicador facilita muito a passagem do produto, além de ajudar a economizar na quantidade.
4 - Água micelar é vida! Uso para tirar maquiagem (menos da área dos olhos, porque não funciona muito). Mesmo depois de limpar a pele, a água micelar da Cicaticure ainda retira impurezas que sobraram mas que a gente nem imagina que ainda estão por lá. Essa em especial tem um ótimo preço, o único problema é que tem fragrância bem enjoativa.
5 - A linha Deita Cabelo da Muriel Cosméticos cumpre o que promete: diminui muito o volume, reduz o frizz e hidrata demais os cabelos. Em comparação com a linha Desmaia Cabelo da Forever Liss, o preço é bem baixo.

Ainda tem mais post de retrospectiva arquivado aqui, dessa vez com fotos. Ou seja: volto logo!
Por hoje, isso é tudo pe-pe-pe-pe-pe-pessoal!

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Resenhas: Jane Eyre e O Morro dos Ventos Uivantes, das irmãs Brontë

Jane Eyre e O Morro dos Ventos Uivantes, das irmãs Bronte






Me pergunto constantemente: o que tinha na comida da família Brontë para fazer com que três irmãs lançassem romances de sucesso? Para tentar entender, li recentemente os romances mais famosos de duas das irmãs: Jane Eyre, de Charlotte Brontë e O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë. Faltou ler algo de Anne Brontë, deixo para uma próxima!

Ambos os livros tem histórias bem melancólicas, que nos levam a sentir tristeza ao pensar em determinados personagens. Isso talvez se deva a vida que as próprias irmãs levaram: perderam a mãe precocemente e receberam estudos precários por conta disso; o irmão mais velho virou alcoólatra e a família passou por dificuldades financeiras. O primeiro livro lançado por elas, uma coletânea de poesias com pseudônimos masculinos, foi um fracasso. Aliás, só Jane Eyre foi sucesso imediato. Mesmo O Morro dos Ventos Uivantes foi criticado negativamente na época.

Vamos às resenhas? 

Jane Eyre – Charlotte Bronte

Jane Eyre

Jane Eyre é um livro peculiar, de uma escrita dessas que te prende por horas a fio e você acaba até se esquecendo de dormir. Acompanhamos Jane desde sua infância sendo uma órfã injustiçada pela mulher de seu tio – que faleceu - e por seus primos, até ser enviada para um internato. Lá, embora a educação fosse rígida, a menininha se tornou uma das melhores alunas, posteriormente tornando-se professora do local. Com espírito desbravador, Jane procura um emprego fora dos muros do colégio. Então ela é contratada como preceptora de uma garota chamada Adéle, pupila do Sr. Edward Rochester.
“As mulheres, em geral, são consideradas mais pacíficas que os homens. Puro engano. Elas experimentam exatamente o mesmo do que os homens, sofrem quando apertadas em moldes rígidos, numa estagnação absoluta, tal como eles. E aqueles que se sentem felizes, passando a vida a cozinhar, a coser meias, a tocar piano e a bordar, podem considerar-se espíritos acanhados. É uma insensatez condená-las ou troçar daquelas que procuram fazer mais ou adquirir conhecimentos superiores aos que é habito conceder ao seu gênero”.
Jane e seu patrão acabam se apaixonando perdidamente, mas tem um fato sombrio que vai atrapalhar a vida dos dois e intensificar o sofrimento de Miss Eyre, que pela primeira vez na vida parece estar sendo feliz. 
Jane Eyre
“Que Deus o defenda, caro leitor, de sofrer o que eu sofri naquela altura, de chorar lágrimas tão ardentes, tão amargas como as que me saltara dos olhos, de erguer ao céu preces tão desesperadas como as que me brotavam dos olhos! Que nunca tenha a certeza, como eu tinha, de ser instrumento de dor para aquele a quem mais amava no mundo!”
Para a época, imagino o choque que foi um livro representar uma mulher com espírito livre, que enlouquecia de raiva quando era mandada e sua mente consentia em obedecer: “Tomou sobre mim império que, quando dizia ‘Vá’ eu ia, se me dizia ‘Fique', eu ficava. Isto degradava-me. Nunca gostei de ser dominada. Teria preferido que continuasse a ligar-me pouca ou nenhuma importância”.

A edição que eu li é portuguesa (de Portugal), mas em nenhum momento a língua atrapalhou a leitura.

Ficha Técnica
Título: Jane Eyre
Autora: Charlotte Bronte
Tradutora: Mafalda Dias
Editora: Book.it
Ano: 2011
Páginas: 415

O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Bronte

O Morro dos Ventos Uivantes
Não sei como começar a falar sobre O Morro dos Ventos Uivantes. O livro começa praticamente pelo fim e vai caminhando até o início da história de um menininho que ganha o nome de Heathcliff, encontrado abandonado pelas ruas de Liverpool e trazido para morar na casa chamada O Morro dos Ventos Uivantes pelo proprietário, Sr. Earnshaw, pai de Catherine. As duas crianças desenvolvem uma amizade forte norteada por um amor mais forte ainda. A parceria nas travessuras é o que mais me chamou a atenção de início. Um dia, depois de crescerem, Cathy se vê numa dúvida: casar-se com o requintado Sr. Linton, que ela amava de certa forma, ou com seu grande amor, sua alma gêmea, Heathcliff, que não se tornou um menino muito instruído? Em uma confissão para sua ama Nelly Dean, Catherine diz que “Casar-me com Heathcliff agora me degradaria; por isso, ele nunca vai saber quanto eu o amo; e o amo não por ele ser bonito, Nelly, mas por ele ser mais eu do que própria sou. Não sei de que nossas almas são constituídas, mas a dele e a minha são iguais, e a de Linton é tão diferente quanto um raio de luar de um relâmpago, ou a geada do fogo”.

O amor entre os dois é infinito e não morre nem quando Cathy decide finalmente se casar com o Sr. Linton, que é extremamente apaixonado por ela, como nos atesta Nelly: “Edgar Linton, assim como milhares de homens antes dele, e milhares depois dele, estava apaixonado; e ele se considerava o homem mais feliz do mundo no dia em que à conduziu a capela de Gimmerton (...)”. A partir daí, o pequeno Heathcliff, que era apenas travesso, se transforma num poço de maldades, numa pessoa sem escrúpulo nenhum, amargurada, capaz de causar as maiores perversidades contra todos que o rodeiam. Ele ama demais Cathy e odeia demais o resto do mundo.
“Meu amor por Linton é como a folhagem nos bosques. O tempo vai alterá-lo, sei muito bem disso, assim como o inverno altera as árvores. Meu amor por Heathcliff se parece com as rochas sempiternas sob a superfície: uma fonte de pouquíssimo prazer visível, mas necessário. Nelly, eu sou Heathcliff – ele está sempre, sempre em meus pensamentos; não como uma coisa prazerosa, não mais do que eu sou sempre uma fonte de prazer para mim, mas como meu próprio ser... então, não mencione outra vez nossa separação; ela é impossível (...)”.
O final é surpreendente e eu não posso falar mais para não dar spoilers. Durante a leitura, precisei fazer várias pausas para respirar e digerir tudo. É um livro triste, carregado de personagens mimados, egocêntricos, irritantes, maldosos – nisso me lembrou o brasileiro O Cortiço, de Aluísio de Azevedo, com muitos personagens que fogem do comum.

Quando descobriram, na época de mil oitocentos e bolinhas, que a verdadeira autora de O Morro dos Ventos Uivantes era uma mulher, todo mundo se chocou. Como uma mulher poderia escrever algo tão grotesco? (Toma essa, sociedade!)

A tradução que li foi feita por Solange Pinheiro que tomou o cuidado de traduzir as gírias e o dialeto de Yorkshire (região onde as irmãs Brontë moravam).

Ficha Técnica
Título: O Morro dos Ventos Uivantes
Autora: Charlotte Bronte 
Tradutora: Solange Pinheiro 
Editora: Martin Claret
Ano: 2014
Páginas: 427
“Qual seria o significado da minha criação se todo meu ser estivesse contido apenas em mim mesma? Meus maiores sentimentos tem sido os de Heathcliff, e eu vi e senti cada um deles desde o início; minha maior razão de viver é ele.” - Catherine em O Morro dos Ventos Uivantes

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Resenha: O Segredo dos Corpos, de Dr. Vincent Di Maio e Ron Franscell

Capa do livro O Segredo dos Corpos, escrito por Dr. Vincent De Maio e Ron Franscell
Capa do livro O Segredo dos Corpos, escrito por Dr. Vincent Di Maio e Ron Franscell






O Segredo dos Corpos possui nove capítulos contando diferentes casos que envolvem mortes – sejam elas por crimes ou suicídio – todas analisadas ou com necropsias feitas pelo Dr. Vincent Di Maio, importante médico legista e patologista forense dos Estados Unidos. Conta com prefácio feito pela Dra. Jan Garavaglia, que apresenta o seriado “Dra. G: Medical Eximiner”, da Discovery Channel.
Dr. Di Maio realizou por toda sua vida mais de nove mil necropsias e foi a peça chave para muitos julgamentos famosos como o de Martha Woods, que já contei por aqui em “Martha Woods, a assassina de bebês”.

"Eu ainda fico chocado com pessoas que se recusam a acreditar em monstros. Não percebem que há gente aí fora capaz de cortar a garganta de alguém só para ver se a faca está afiada?"

Imagine que você é médico legista – responsável por fazer necropsias. Nos Estados Unidos existem cerca de quinhentos patologistas forenses certificados. Cada um desses consegue fazer 250 necropsias por ano. Como o próprio Di Maio aponta, há uma lacuna a ser preenchida aqui: eles precisam de pelo menos o dobro disso para dar conta do recado – ou muitos casos de crimes ficarão mal resolvidos. Então, ainda imaginando que você é médico, vamos supor que você aceite preencher essa lacuna. Você estaria pronto para desenterrar um caixão e analisar os restos mortais de seja quem for que estiver lá dentro? Se sim, você conseguiria lidar com o cheiro de peles e órgãos apodrecidos? Conseguiria lidar com o fato de que vários insetos, bactérias, estariam presentes também nesses corpos? E se for o corpo de um bebê ou uma criança? São muitas questões para se pensar. E para entendermos um pouco sobre essa área e até respondermos como reagiríamos a essas questões, Dr. Vincent nos explica como foram feitas algumas necropsias de pessoas que morreram vítimas de algum crime, inclusive bebês.


Entre os casos presentes no livro, estão a exumação de Lee Harvey Oswald - suposto assassino do presidente Kennedy; a necropsia e investigação da morte de Trayvon Martin, adolescente negro que morreu em 2012, na Flórida – sua morte impulsionou o movimento Black Lives Matter; o julgamento de Phil Spector, importante produtor musical, preso em 2006, acusado pela morte da atriz de filmes B, Lana Clarkson e até uma investigação sobre a morte de Vincent Van Gogh, divulgada como suicídio, mas que com informações do médico que o viu instantes antes de morrer, pôde ser reavaliada por Di Maio mais de 127 anos depois.

“Os corpos falam e podem revelar toda a verdade por trás de uma morte”


O Segredo dos Corpos me surpreendeu em vários aspectos: todas as situações são muito bem dissecadas no livro, com um grande trabalho de pesquisa que envolve toda a história do crime (provavelmente é aí que entra o segundo autor: Ron Franscell, que é jornalista). Vai muito além da parte médica.
Recomendo? Sim e muito! Um dos melhores livros que li na vida, importante até para entendermos um pouco mais a mente humana, além de como trabalham médicos legistas. 

"Desde o século XVII, quando panfletos impressos de modo barato espalhavam descrições gráficas de assassinatos locais, os humanos são fascinados por histórias de crimes. As peças de Shakespeare eram repletas de homicídios. Nada vendia mais do que a intriga... e a derradeira vitória da moralidade e do raciocinio sobre a desordem e a depravação. E nada era mais misterioso do que a morte"
Ficha Técnica
Título: O Segredo dos Corpos
Autores: Dr. Vincent Di Maio e Ron Franscell
Tradutor: Lucas Magdiel
Editora: DarkSide Books
Ano: 2017
Páginas: 256