Como eu já falei aqui no blog, ano passado criei um perfil no Instagram chamado @pelelindasendopobre para discutir sobre skincare. Com isso, o estudo sobre cuidados com a pele se intensificou por aqui e, claro, o YouTube foi uma ótima fonte de busca por conhecimento. Hoje venho trazer os melhores canais do YouTube sobre skincare, de acordo com minha humilde opinião, claro, hahaha (a ordem colocada aqui para os canais não segue uma hierarquia):
Michelle é PhD em Química e, segundo ela mesma, nerd da ciência da beleza. No canal, ela explica de forma científica e acessível sobre cuidados com a pele, curiosidades sobre ingredientes, sempre ilustrando com estudos que ela “traduz” para quem não entende muito de ciência que nem eu.
Vídeos recomendados: “Biggest Skincare Myths and What to Do Instead” traz alguns mitos sobre os cuidados com a pele que geralmente são sensos comuns, mas estão errados. Por exemplo, de que você precisa esperar o protetor solar químico fazer efeito por cerca de 20 minutos antes de pegar sol, se não a proteção não se ativará porque o produto não foi absorvido. Já em “Should You Freeze Beauty Products?” ela explica quais produtos devem sem refrigerados e porquê.
A Wishtrend é uma loja online de cosméticos, mas no canal eles postam conteúdos didáticos sobre beleza em geral, não só sobre pele do rosto. O legal é que, por ser criado na Coreia, os conteúdos citam muito a rotina de pele coreana, que é a que sigo e recomendo. Tem uma playlist para pele com acne que vale a pena ser visto.
Vídeo recomendado: não sei se isso de extrair cravos e espinhas em casa é uma boa ideia, mas achei legal que eles ensinam como retirar corretamente no vídeo “How to Extract 3 Different Types of Acne as Told By A Dermatologist”. Sabemos que é difícil resistir à tirar por nossa própria conta e risco a acne e isso deles ensinarem de uma maneira mais segura é coisa rara na internet.
Liah trabalha na maior empresa coreana de cosméticos, a Amorepacific. Em seu canal ela ensina como cuidar da pele e tem playlist sobre como tratar acne, reviews de produtos e passos básicos de skincare.
A
Patricia é esteticista e sempre posta em seu canal dicas para manter a
pele bonita, além de informações gerais sobre saúde do corpo como um
todo. Ela fala sinceramente quando algum truque não funciona (como
passar pó Royal no rosto) e dá várias receitas caseiras.
O canal é o primeiro sobre rotina coreana aqui no Brasil. A Bia tinha pele acneica até implementar os cuidados com a pele que nasceu na Coreia em sua vida (e hoje tem uma pele de dar inveja em qualquer um!). No YouTube ela ensina como fazer a rotina coreana, explica detalhadamente cada passo e dá recomendação de produtos importados e brasileiros.
A Jana Rosa é minha inspiração maior aqui no Brasil quando o assunto é pele. Dona de uma skin de dar inveja, ela traz em seu canal rotinas de skincare de pessoas que a gente morre de vontade de ter pele igual, tipo Julia Petit.
Esse post ia se chamar “as melhores bandas que nunca existiram”, mas daí eu parei e pensei: “ué, mas esses grupos existiram e AINDA EXISTEM e estão muito ativos na ficção”. A única tristeza é não poder ir a um show de nenhum deles, mas nada impede que a gente aperte o play em algum aparelho e assista onde se sentir mais confortável a um show dessas sete bandas incríveis que, não existem no mundo real – mas estão lá, imortalizadas no mundo ficcional: 1. Stillwater Filme – Quase Famosos (2000)
A banda que eu mais queria que existisse na vida real tem nome: Stillwater. Esses caras transpiram rock e você vai querer ser Penny Lane e viajar com eles pra sentir a música. Se você for como eu, jornalista de nascença, seu maior sonho vai ser estar na pele de William Miller, acompanhando esses caras para escrever um artigo para a revista Rolling Stone sobre tudo.
2. Starish Anime/Jogo - Uta No Prince Sama
Tá, talvez eu tenha sido injusta. Starish também é a banda que eu mais queria que existisse na vida real, embora seja mais difícil ainda de imaginar. Eles só existem em desenho! Vindos diretamente do jogo e do anime Uta No Prince Sama, Starish é uma banda de sete membros, formada em uma escola de música. Através das composições de Haruka Nanami, aos poucos esses meninos vão ficando cada vez melhores na música. O anime ainda nos apresenta outras bandas que não existem no mundo real, mas que a gente sofre de tanto querer que existam: Heavens e Quartet Night, que também merecem ser ouvidas.
3. The Wonders Filme: The Wonders: o sonho não acabou (1996)
Quem viveu os anos 90 com certeza se lembra desse filme e principalmente dessa banda na Sessão da Tarde. Escrito, dirigido e também atuado por Tom Hanks, o longa-metragem foi indicado ao Globo de Ouro em 1997 como Melhor Canção Original com “That thing you do!” (que , inclusive, também é o título original do filme).
A história se passa em pleno anos 60, paralelo à Betlemania – ou seja, impossível ser ruim. E daí tem todos os elementos que fazem a gente olhar a Sessão da Tarde daquela época com nostalgia: um problema com um dos membros (o baterista) um dia antes de uma importante apresentação, a substituição dele por uma pessoa fora da caixinha e uma leve treta com os outros integrantes – para, obviamente, um final só paz, amor e harmonia. E não, não considero spoiler resumir um filme da Sessão da Tarde dos anos 90, sorry.
4. Steel Dragon Filme – Rock Star (2001)
Eu lembro até hoje da sensação que tive ao ver esse filme pela primeira vez. Eu quis ter uma banda – mesmo sem saber tocar instrumento nenhum. Quando esses caras sobem no palco, o show é tão real que transpassa a televisão.
O longa conta a história de Chris Coles, vocalista de uma banda cover do grupo Steel Dragon. Quando o real vocalista da Steel Dragon é expulso da banda, os demais integrantes convidam Coles para substituí-lo. Se a história parece familiar demais pra você, é porque isso aconteceu na vida real com a banda Judas Priest: o vocalista Rob Halford saiu e em seu lugar entrou Ripper Owens, vocalista da banda British Steel, que fazia cover do Judas Priest.
5. Curto Circuito Novela / Seriado - Malhação
Muitas bandas fizeram sucesso em Malhação, pesquisas feitas por mim mesma na minha própria memória confirmam que Vagabanda é a mais famosa delas. Porém, se tem uma banda que merece todo meu amor, é a Curto Circuito, da temporada chamada "Seu Lugar no Mundo". Desculpa Vagabanda, mas cêis precisam entender que nada supera a sonoridade, as vozes, o entrosamento e a diversidade da Curto Circuito. Eles só tiram covers, não tem nada próprio, mesmo assim a gente AMA! Vejam esse link nostálgico, e não deixem de ver o vídeo dos meninos tocando pra sentir essas musicas no fundo do coração. PS.: não achei nada deles no YouTube, mas tem lá no Globo Play.
6. Lincoln Hawk Série - Gossip Girl
“Como assim essa banda não existe na vida real?” é o que me pergunto até hoje. A música “Everytime” escrita por Rufus Humphrey para Lilly toca sempre na playlist do meu carro. Veja um trecho com a banda tocando a música acima.
7. The Weird Sisters (ou As Esquisitonas) Filme – Harry Potter
Não podia faltar banda de Harry Potter aqui, né? O grupo The Weird Sisterstoca no filme O Cálice de Fogo durante o baile. Apesar de aparecer muito pouco, ainda assim dá pra ver que é uma ótima banda – do tipo que adoraríamos ver mais, pena que não existe na vida real.
Playlist de bônus!
E, para finalizar, uma playlist com 12 músicas. Os vídeos do post são com trechos extraídos dos filmes/séries, aqui deixo algumas músicas completas das bandas citadas no post (menos da Curto Circuito, pois não tem cover deles no YouTube):
Compacto lançado em fevereiro de 1967 com Strawberry Fields Forever e Penny Lane
Strawberry Fields Forever é uma música escrita por John Lennon (creditada à Lennon-McCartney) que era pra ter entrado no álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles, de junho 1967, porém, foi lançada meses antes em um compacto, junto com Penny Lane. A canção foi inspirada num orfanato, chamado Strawberry Field (mantido pelo Exército da Salvação), que ficava próximo ao local onde Lennon morava na infância. Quando criança, John frequentava festas que aconteciam no quintal do orfanato.
Versão remasterizada do videoclipe:
Abaixo você pode conferir o take 26 da música, lançado no Ultra Rare Trax nos anos 80 (que continham gravações originais dos Beatles dos anos 60), na velocidade em que a canção foi gravada originalmente:
Uma das gravações feitas por Lennon antes do estúdio:
David Bowie é um artista completo. Ele aprendeu a representar como ator e ganhou experiência com relação a figurinos, iluminação e cenografia com o mímico, ator e dançarino Lindsay Kemp. Esse conhecimento foi importante para a criação de personagens icônicos como Ziggy Stardust. Bowie chegou a trabalhar um bom tempo como ator/mímico. No vídeo acima você pode conferir o artista se apresentando como mímico numa performance chamada The Mask, em 1967.
Pois é, querido camaleão, não basta você ser incrível na música, ainda tem que ser um grande intérprete, né não?
"Somos clandestinas
Por toda cidade
Mulheres meninas
De todas idades
E de todas as cores E de todas as classes Correndo perigo Culpa do impasse Quem faz proibido Guarda em segredo Para não ser julgada Para não sentir medo 4 mil sem juros Passando apuro Método inseguro Sangrando no escuro E quem não tem como pagar Fica refém do que dá Agulha, remédio, chá E continua por lá Sangrando no escuro só Veja bem, veja bem Quem é que é refém Veja bem, veja bem E quem lucra com quem Veja bem, veja bem Eu que sou a refém Veja bem, veja bem E quem lucra com quem O sistema machista quer nos proibir Com um papo furado Mas se homem engravidasse Já seria legalizado "E se" já não cabe mais aqui Já aconteceu, é hora de decidir Mas de quem é a decisão? O corpo é meu, não diga que não O Estado aplica uma punição Laico e obedece uma religião Veja só que contradição Liberdade rapidamente é prisão Então deixe-me escolher Não me obrigue a ceder Não é só questão de ser É uma questão de querer Não é só questão de ter É uma questão de poder Muito fácil de entender Não me obrigue a ceder E aí, qual vai ser?"
Documentário que fala sobre o aborto no Brasil. São histórias de interrupções de gravidez reais interpretadas por atrizes. Produção Executiva, Idealização e Roteiro: Renata Corrêa Direção: Fadhia Salomão Produção: Babi Lopes
Eu ia escrever alguma coisa, mas daí lembrei de uma música que mostra exatamente como estou me sentindo. E aí está ela:
Ando devagar porque já tive pressa
e levo esse sorriso, porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs,
o sabor das massas e das maçãs, é preciso amor pra poder pulsar,
é preciso paz pra poder sorrir,
é preciso a chuva para florir. Penso que cumprir a vida seja simplesmente
compreender a marcha, e ir tocando em frente
como um velho boiadeiro levando a boiada,
eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou,
de estrada eu sou Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história,
e cada ser em si carrega o dom de ser capaz,
e ser feliz
Sonhar o sonho impossível
Combater o inimigo imbatível
Suportar uma dor insuportável
Ir aonde os corajosos não se atrevem ir
Corrigir o erro incorrigível
Ser muito melhor do que se é
Tentar com os braços exaustos
Alcançar a estrela inalcançável
Esta é minha busca, seguir aquela estrela
Não importa quão sem esperança
Não importa quão distante
Lutar pelos direitos
Sem perguntar ou descansar
Estar disposto a marchar para o inferno
Por uma causa divina
Sei que somente sendo sincero
Nesta gloriosa busca
Que meu coração ficará em paz e calmo
Quando eu me deitar no descanso final
E o mundo seria melhor por isto
Que um homem desprezado e coberto de cicatrizes
Ainda luta com o que resta de sua coragem
Para alcançar a estrela inalcançável
Não, eu não
produzo metanfetamina ou qualquer outro tipo de droga, nem se quer sou boa em
química. Também não tenho câncer e nem acho que vou morrer logo. Não sou
internacionalmente conhecida, nem querem me matar por alguma atitude minha.
Também não matei ninguém, nem nunca cheguei perto de fazer uma bomba ou comprar
uma arma. Não cortei meu cabelo até ficar careca. Tampouco uso óculos. Não sou
conhecida por meu apelido fodão. Nem por nenhum apelido. Não quebrei o vidro do
meu carro um milhão de vezes. Infelizmente não fiquei rica de repente. Então,
em que momentos me sinto como Walter White?
1. Teve aquela vez do meu sonho, onde me senti morrendo igual a ele, com um tiro, no meio de
uma felicidade momentânea. E acordei pensando na mesma música que tocou no
instante em que ele morreu (Baby Blue, Badfinger).
2. E todos os
dias em que eu tenho aula e vou cantarolando loucamente A Horse With No Name do America no
meu carro, sem ligar com o que as pessoas nos carros ao lado ou os pedestres
podem estar pensando. Acho que tá ok, nunca fui internada em um hospício por
isso.
You see I've been through the desert on a horse with no name
14 de março de 2010, Museu da Arte Moderna de Nova
York (MoMa): Marina Abramović inicia a performance “The artist is present”,
reunindo, até o dia 31 de março de mesmo ano, mais de 750 mil visitantes no
museu. No centro de uma das salas havia uma mesa com duas cadeiras, uma de
frente para a outra. Marina ocupava um dos assentos e 1400 pessoas se revezavam
no outro. A artista permanecia em silêncio olhando para quem estivesse a sua
frente.
Vamos voltar ainda mais no tempo: 30 de novembro
de 1975. Uwe Laysiepen, mais conhecido como Ulay, encontrou
Marina em algum aeroporto de Amsterdã. Juntos, fizeram a filmagem de uma
performance chamada "Thomas Lips". Naquele momento, entre Ulay e Marina, iniciou-se um intenso amor. Porém,
havia um empecilho: Marina era casada. Dois anos mais tarde, ela divorciou-se de
seu marido e foi atrás de sua verdadeira paixão: Uley. Eles viveram juntos por
12 anos, mantendo além de seu relacionamento, a parceria no mundo artístico.
Avancemos
novamente: 1987, muralha da China. Essa seria a última
performance de Marina e Ulay juntos e também o marco do fim do romance dos
dois. Marina estava no lado leste e Ulay no oeste. A caminhada dos dois durou 3
meses, quando finalmente se encontraram e disseram adeus definitivamente.
Voltemos a março de 2010. Ulay apareceu para
prestigiar “The artist is present” de
seu ex amor. Sentou-se na cadeira em frente a ela. Quando Marina abriu os
olhos, não conteve a emoção. Primeiro veio um sorriso discreto. Depois surgiram
as lágrimas. Por último, um gesto: estendeu os braços por cima da mesa,
entrelaçando-os com os de Ulay. Receberam aplausos. Então, ela retirou os
braços, secou as lágrimas e voltou a fechar os olhos, abaixou a cabeça e esperou
a próxima pessoa que sentaria em sua frente.
O fim desse forte amor deixou Marina em frangalhos. Em
sua sétima autobiografia, intitulada “The Life and Death of Marina Abramović”, ela escreve um tanto disso. Entregue nas mãos do
encenador Bob Wilson, a obra foi adaptada para os palcos em 2011. Dois artistas
incríveis juntos, em mais uma excelente parceria de Marina.
*Fotos não eram permitidas, peguei algumas que encontrei pela internet para ilustrar esse post =)*
Única foto que eu pude tirar por lá, na entrada do Museu
É claro que a parte mais importante da minha ida a São Paulo no dia 12 de março foi o show do Avenged Sevenfold que aconteceu no Espaço das Américas. Ter um show da minha banda preferida no Brasil apenas um dia depois do meu aniversário fez de mim uma pessoa muito mais feliz. PORÉM, antes de falar sobre o show, quero falar sobre a exposição David Bowie no Museu da Imagem e do Som de São Paulo, que eu visitei dia 13.
Do meu medo do clipe de Life on Mars? quando eu era mais nova até a completa admiração por David Bowie levou certo tempo. Mas quando eu tive o prazer de conhecer melhor o grande artista que esse homem é, me surpreendi. Seja como ator, cantor, compositor, músico, revolucionário nas artes, ou qualquer outro atributo que possa descrevê-lo, Bowie é sempre um artista completo, cuidadoso com tudo que envolve sua carreira. Na mostra, é possível entender um pouco da mente brilhante desse homem, ver de perto 47 figurinos icônicos (a parte que mais me emocionou), conhecer seu processo de criação e ver um pouco de suas obras. Por vários momentos me vi com os olhos cheios de lágrimas.
O toque especial ficou por conta dos fones de ouvido que pegávamos na entrada e mudavam os sons conforme você ia andando pelas salas. Logo na porta da exposição podemos ver o macacão de vinil Tokyo Pop, usado na turnê Aladdin Sane, feito pelo excelente estilista Kansai Yamamoto (que dá seu depoimento sobre sua parceria com Bowie durante um dos vários vídeos que podemos ver percorrendo a expo).
Durante a exposição é possível ver capas de discos, livros que inspiraram Bowie, obras de artes originais, cartazes de filmes (como Uma Odisséia no Espaço e Laranja Mecânica), bilhetes, chave de apartamento, rascunhos de músicas, músicas originas, partituras, instrumentos musicais, desenhos de cenários entre outras coisas. Tudo muito bem exposto e organizado. Alguns manequins onde os figurinos estavam possuíam os traços de Bowie e por vezes achei que poderiam ganhar vida e sair andando por alí, hehe.
Uma das partes que mais me encantou foi a sala cheia de espelhos contendo apenas um manequim e um telão. O manequim vestia o mesmo figurino e apontava para frente como Bowie fez ao apresentar Starman no programa Top of The Pops em 1972. Esse, aliás, era o vídeo reproduzido no telão atrás do manequim. Me senti como se estivesse no mesmo lugar que ele. Pra onde você olha, além de sua própria imagem refletida, vê também Bowie cantando no Top of The Pops. O efeito causado pelos inúmeros espelhos é sensacional!
Mais adiante, uma tela exibindo cenas de filmes que Bowie participou, com peças usadas por ele em longas (como o cajado de Jareth, de Labirinto ou o capacete que mais parece uma peruca de Warhol / Basquiat). Logo em seguida tem alguns outros figurinos de turnês. Me emocionou muito ver dois usados por ele em uma apresentação no Saturday Night Live, em 1979. A primeira foi a roupa gigante usada para tocar The Man Who Sold The World. Mas quase caí para trás ao ver a que ele usou em TVC 15, um uniforme de comissária de bordo chinesa, na cor azul, com saia e tudo. O principal, que eu realmente não esperava ver, foi o famoso poodle rosa que tem uma tela na boca. Pensar que Bowie vestiu aquelas mesmas roupas e fez história com elas foi sensacional!
Mas a sala mais legal era uma que tinha um telão circulando o ambiente, onde passavam apresentações de Bowie usando figurinos expostos logo abaixo. A riqueza dos detalhes das vestimentas são impressionantes! Fiquei muito tempo parada lá, só admirando. Os mais bonitos são da turnê Aladdin Sane, mas sem dúvidas fiquei mais emocionada por ver os figurinos de Ziggy Stardust (e mais pra frente, o próprio de Life on Mars?). Não sei nem explicar a sensação que tive quando me deparei com roupas usadas por Bowie na época de Ziggy. Pensei na história toda, na época toda. Quase chorei por mal acreditar que estava diante daquelas roupas! Só posso lamentar por não ter nascido pra ver isso na década certa, haha.
Eu poderia ficar aqui falando sobre a técnica cut up usada por Bowie - e amplamente mostrada na exposição -, sobre filmes feitos por ele, comentar todos os figurinos expostos, mas vou parar por aqui e deixar esses assuntos para posts futuros, afinal esse aqui já está extenso demais! Volto depois pra contar sobre o show, só preciso me “desapaixonar” um pouquinho do Bowie pra conseguir escrever sobre isso! :D
A exposição David Bowie foi organizada pelo Victoria and Albert Museum de Londres e está no MIS de São Paulo até 20 de abril de 2014. RECOMENDO MUITO!