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quinta-feira, 13 de julho de 2023

Dia Mundial do Rock: por que a data é celebrada em 13 de julho?

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De 1983 a 1984 a fome devastou a Etiópia. Lares felizes americanos e britânicos de repente foram inundados com imagens tristes de uma fome sem igual que assolava o país. Eram pessoas de todas as idades, inclusive bebês, chorando e implorando por comida, morrendo à sua própria sorte embaixo do sol, passando por sofrimentos com o qual esses povos desenvolvidos não eram acostumados. Esse choque cultural abalou principalmente um homem: Bob Geldof, compositor irlandês, que idealizou um evento simultaneamente realizado em Londres, na Inglaterra (no Wembley Stadium) e na Filadélfia, nos Estados Unidos (no John F. Kennedy Stadium). Nascia ali o Live Aid, no dia 13 de julho de 1985, onde o público foi incentivado a ligar para um número de telefone e fazer doações. Com apoio de Midge Ure, alguns shows também aconteceram em Sydney, Moscou e Japão.

Entre as atrações, que ficaram marcadas historicamente, estavam Queen, David Bowie, The Who, Led Zeppelin, Black Sabbath, Elton John, Phil Collins e Mick Jagger.

Estima-se que foi arrecadado entre 100 e 150 milhões de dólares.

Live Aid na Filadélfia, EUA (John F. Kennedy Stadium). Fonte: Wikimedia Commons.

Últimas notícias da fome

De acordo com informações do relatório Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo da ONU (Organização das Nações Unidas) publicado ontem, dia 12 de julho de 2023, no mundo todo 735 milhões de pessoas estão passando fome e 2,3 bilhões estão em situação de insegurança alimentar.

No Brasil 21 milhões de pessoas não tem condições de se alimentar todos os dias, temos 10 milhões de pessoas desnutridas e 70,3 milhões de pessoas em insegurança alimentar, o que significa quase 33% da população!

Especificamente na África, 1 a cada 5 pessoas passa fome. No ano passado, 2,4 milhões de pessoas passaram ao estado de insegurança alimentar severa no norte de África, onde fica a Etiópia.


 

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Making a Murderer e o caso brasileiro da Escola Base

Ano passado eu decidi assistir Making a Murderer. Primeiro veio o choque em conhecer a história de Steven Avery, que vou contar mais abaixo. Depois, me solidarizei com ele. Por último, comecei a refletir sobre Jornalismo e me lembrei do caso Escola Base. Aqui, fiz uma análise entre os dois casos e explico o porquê não gostei dessa série.

ATENÇÃO: contém spoilers da 1ª temporada da série Making a Murderer

Making a Murderer 

Making a Muderer, Steven Avery
Steven Avery na época de sua prisão injusta

A série do Netflix documenta a história real de Steven Avery, morador do condado de Manitowoc, em Wisconsin, preso em 1985 acusado de tentativa de assassinato e agressão sexual. Ele passou 18 anos preso injustamente, até que novas provas concluíram que o responsável pelo crime, na verdade, foi um homem chamado Gregory Allen, que ficou solto por todos os anos em que Avery permaneceu preso. Steven moveu um processo contra as autoridades do condado, a fim de reparar os danos sofridos e evitar que outras pessoas fossem presas injustamente. Mas então, uma fotógrafa, chamada Teresa Halbach foi assassinada e seus restos mortais foram queimados e encontrados no ferro-velho Avery ao lado do trailer onde Steven morava. Além disso, ela comprovadamente esteve no ferro-velho fazendo uma reportagem fotográfica naquele dia. Avery foi preso e condenado à prisão perpétua por isso, enquanto se declara inocente. Uma das principais provas veio de seu sobrinho Brendan Dassey, que confessou ter ajudado o tio no crime. Nos vídeos das entrevistas dos investigadores com Dassey, vemos claramente que ele é uma pessoa mentalmente abalada. Seus advogados dizem que ele é portador de deficiências cognitivas.
Tudo aponta, na série, para que Avery novamente tenha sido acusado falsamente, com uma provável armação das autoridades contra ele. 

Mas, sempre tem um “mas”

A série é tendenciosa. Não quero com isso dizer que Avery é culpado, ele pode sim ser inocente. Aliás, o princípio básico de todo julgamento é partir do ponto de que o acusado é inocente, até que se prove o contrário. Só que, ao assistir a série, pessoas não familiarizadas com o jornalismo investigativo podem não enxergar o quanto o programa é parcial. Temos que ter em mente o seguinte: o julgamento foi longo e, mesmo em 12 episódios, não foi mostrado na íntegra. Não sabemos o que convenceu os jurados de que Avery era culpado. Não sabemos se de fato houve manipulação. O que mais confunde aqui é o que não é mostrado! As cenas são editadas em sua maioria para mostrar as partes do julgamento que favorecem Avery e torna o lado do acusador um verdadeiro vilão a ser combatido. 

A cobertura da mídia em casos criminosos pode ser perigoso

Um documentário em formato de série que põe um lado como superior ao outro pode nos enganar. As cenas não foram montadas, tudo que aparece lá realmente aconteceu. Mas elas foram editadas: foram selecionadas apenas as partes necessárias para montar uma defesa para Avery. Temos que desconfiar daquilo que não vemos. Quando um lado é menosprezado em prol do outro, há uma parcialidade, ou seja, é “puxado sardinha para um lado”, o que pode nos convencer de algo que não é real. Já ouviram falar no caso da Escola Base?

O Caso Escola Base 

Escola Bse notícia
Uma das manchetes da época, noticiando o caso da Escola Base

Em setembro de 1992, os casais Icushiro Shimada e Maria Aparecida Shimada e Paula Milhin de Monteiro Alvarenga e Maurício de Monteiro Alvarenga se associaram e compraram uma pequena escola, com apenas 17 alunos matriculados, localizada no bairro da Aclimação, pertencente ao distrito da Liberdade, próximo ao Centro de São Paulo. Juntos, eles investiram em melhorias para a escolinha, com trabalho recompensado: no início de 1994, apenas dois anos depois da compra, a escola já contava com 72 alunos. 

No dia 27 de março de 1994 surgiu uma denúncia contra os dois casais e mais duas pessoas, acusando-os de abusar sexualmente de crianças de apenas quatro anos, estudantes da escola.

Como as denúncias ocorreram

Lúcia Eiko Tanoue Chang brincava com seu filho de quatro anos quando ele começou a fazer movimentos sexuais. A mãe questionou a atitude do filho que, embora relutante, confessou que tinha visto isso em um vídeo na casa de outro coleguinha, filho do casal Saulo e Mara da Costa Nunes. Mas quem tinha levado a criança até a casa? O pequeno disse que tinha ido durante o horário de aula, numa Kombi dirigida por Icushiro. A criança ainda contou que ele e outra amiguinha, filha de Cléa Parente de Carvalho, tinham sido fotografados sem roupa pelos donos da Escola Base. Lúcia e Cléa então prestaram queixa contra os três casais na 6ª Delegacia de Polícia, na zona sul de São Paulo. O delegado de plantão no dia ordenou uma busca, que foi infrutífera, no apartamento de Saulo e Mara. Lúcia e Cléa, indignadas com o resultado, procuraram a imprensa e expuseram o caso. O Jornal Nacional foi o primeiro meio de comunicação a noticiar, no dia seguinte, que seis pessoas eram acusadas de promover orgias infantis. A imprensa brasileira, sem apurar o caso, condenou os acusados antes de eles terem a chance de depor para a polícia.

Uma rápida análise sobre a cobertura midiática no caso Escola Base

Meios de comunicação decidiram publicar o caso no melhor estilo “diz-que-me-diz”, sem investigação nenhuma, cobrindo-o com sensacionalismo. Outra surpresa caiu nas mãos de repórteres de todo o país: o resultado do exame feito pelo IML em uma das crianças, dizia que ela tinha lesões no ânus que eram compatíveis com a prática de atos libidinosos. Mais notícias acusadoras surgiram. Só que, em poucos dias, o IML falaria novamente, afirmando que os exames na verdade tinham dado inconclusivos e que as lesões poderiam vir de algum problema intestinal. Não houve apuração jornalística nenhuma, a primeira nota do IML e as afirmações precipitadas do delegado responsável pelo caso foram suficientes para a imprensa condenar os acusados.
Somente no final de junho começaram a surgir matérias na mídia que assumiam que não haviam provas suficientes para condenação. Na parte jurídica as acusações foram apontadas como infundadas. Mas daí o inferno na vida dessas pessoas já estava feito: a escola foi depredada e teve que ser fechada, as casas dos suspeitos também foram destruídas, os acusados foram ameaçados de linchamento e morte, tendo de se esconder como fugitivos. Anos depois, todos tiveram algum problema de saúde por causa de todo o sofrimento que passaram e até hoje não receberam toda a indenização a que tem direito.
Aqui ocorreu o contrário do caso Avery – que foi colocado como inocente pela mídia (no caso, o documentário). Na Escola Base, seis pessoas foram acusadas sem prova nenhuma pelos jornais brasileiros. Da mesma forma, a sardinha foi puxada para um lado só, percebem? 

CONCLUSÃO

Embora a série traga a presunção da inocência para Steven, é muito perigoso mostrar apenas um lado da história. Notícias que surgiram depois do lançamento da série nos mostram a ex noiva de Avery dizendo que ele não é inocente e que atuou no documentário, inclusive. Não sabemos o porquê dela ter dito isso, nem a verdade, mas o pouco espaço para a acusação de Avery nos faz acreditar cegamente na inocência dele.

No segundo caso, condenaram os inocentes também sem ouvirem seus lados na história, destruindo suas vidas. Paula, a professora, nunca mais conseguiu emprego na área que amava. Ela sofre com depressão e se separou de Maurício Alvarenga, que sofreu com Síndrome do Pânico e tinha medo de sair na rua. Icushiro Shimada faleceu em 2014 após um infarto. Sua esposa, Maria Aparecida, faleceu em 2007, vítima de câncer. Ambos morreram sem receber toda a indenização que esperavam. Saulo e Mara Nunes enfrentaram muitos problemas financeiros por conta da contratação de advogados.

Esses são os perigos de se expor apenas um lado do caso, de ser parcial em casos de crimes reais. Nós não sabemos se Avery é inocente ou não. O fato aqui é que ele foi condenado e nós sabemos que a série, nem se demonstrasse inclinação para cobrir todos os ângulos, teria tempo suficiente para isso. São 30 anos de história! Hoje, a Netflix lançou a segunda temporada da série, mesmo assim não há tempo para cobrir tudo que se precisa.

Vidas são destruídas por causa da imparcialidade da mídia mundial. Enquanto jornalistas e editores não se atentarem para corrigirem dentro de seus veículos falhas como essas, somos nós, consumidores de todos os tipos de veículos de comunicação, que devemos questionar todos os ângulos de uma história. Antes de acreditar cegamente na nossa mídia, está na hora de questionarmos ela.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Martha Woods, a assassina de bebês

A história de Martha Woods é contada no terceiro capítulo do livro O Segredo dos Corpos
A história de Martha Woods é contada no terceiro capítulo do livro O Segredo dos Corpos. Na imagem podemos ver a lápide em forma de coração do pequeno Paul Woods.







Imagine uma mãe dedicada de duas crianças adotadas – Judy, de dois anos e Paul de apenas cinco meses -, esposa do terceiro-sargento do Exército Harry Woods, moradora de Maryland nos Estados Unidos. Essa mulher já tinha passado pela perda de outros três filhos biológicos, que morreram enquanto ainda eram bebês – todos por problemas de respiração. Para completar seu sofrimento, ela passou por 10 abortos não desejados durante sua vida. Isso tudo, com apenas 40 anos de idade! Seu amor por crianças era notório, se oferecia para cuidar dos filhos pequenos de amigos para que eles pudessem fazer suas atividades tranquilamente. Também trabalhou em uma clínica para crianças deficientes mentais com idades entre seis e nove anos, auxiliando nos cuidados que elas precisavam. Esse aparentemente exemplo de pessoa atendia pelo nome de Martha Woods. Inexplicavelmente, muitas crianças sofreram problemas respiratórios enquanto estavam ao lado dela. Mas a "boa" mulher conseguiu levar todas para o hospital na tentativa de salvá-las.

Quem conviveu com essa pessoa e, aposto, que até você leitor desse texto, não conseguiu imaginar a capacidade de cometer atrocidades que Martha tinha. Ao longo de sua vida, foi acusada de matar sete crianças: seus três filhos biológicos, um de seus filhos adotivos, dois sobrinhos e o filho de um vizinho. Além das mortes, Martha também sufocou mais crianças, que escaparam da terrível morte por asfixia. Durante 23 anos de sua vida Martha não parou de sufocar bebês e durante 23 anos ninguém suspeitou dela.

Seu filho adotado Paul foi levado pela primeira vez para o hospital com cianose (quando a pessoa adquire uma coloração arroxeada, por causa da falta de oxigênio no sangue) quando completava um mês na casa de Martha e Harry. A partir daí, embora os médicos não encontrassem nenhum problema de saúde, a pequena criança apareceria diversas vezes na emergência do hospital, até não suportar mais e perder sua jovem vida. Com apenas sete meses e 21 dias de idade, Paul foi privado desse mundo por sua própria mãe. Judy, a filha mais velha, também apresentou sintomas de cianose várias vezes enquanto esteve com Martha. A família mórmon que a adotou depois disso garante que nunca mais, depois de que foi retirada dos cuidados dos Woods, apresentou problemas na respiração. A nova mãe da garotinha contou que, certa vez, Judy colocou as pequenas mãos em volta da boca e do nariz de outra criança, na esperança de acalmá-la, provavelmente por influência das atitudes de Martha.

Outras pequenas vítimas


Woods também foi a responsável pela morte de Johnny, seu sobrinho de três anos de idade, filho de sua irmã Betty, e Lillie Marie, também sua sobrinha, de um ano e dois meses, filha de seu irmão Paul Stewart. Ela também tentou sufocar Paul Stanley, seu outro sobrinho recém-nascido, filho de sua irmã mais nova Margaret. Martha não só prestou todos os atendimentos necessários após tentar asfixiar o bebê, como, já no hospital, improvisou com um copo plástico uma gambiarra para encaixar o tubo de oxigênio, adaptando-o para o recém-nascido, que o permitiu voltar a respirar.

Marlan Rash, de um ano e seis meses, foi outra de suas vítimas. Filho de um mecânico militar, a criança ficou aos cuidados de Martha várias vezes. Em três delas, teve episódios de cianose, mas a última foi fatal. Mais um filho de militar, o pequeno Eddie de também um ano e meio, foi outro que teve cianose enquanto estava sob a tutela de Martha. Felizmente, ele sobreviveu. Logo em seguida, o casal Woods adotou Paul e foi com ele que as suspeitas de homicídio caíram finalmente sobre Martha. Ela seria obrigada, pela justiça, a parar de sufocar bebês. Foi presa em 1972 condenada à prisão perpétua e morreu em 2002, ainda na cadeia.

Não se sabe o que levou Martha a matar todas essas crianças e a sufocar muitas outras. Suspeita-se que ela queria chamar a atenção e bancar a heroína. Conheci a história dessa mulher no livro “O Segredo dos Corpos”, da editora DarkSide Books, através da escrita do Dr. Vicent Di Maio, médico responsável pela necropsia de Paul Woods e importante testemunha de acusação contra Martha Woods.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Algumas considerações sobre 2016

Esse ano foi um daqueles que a gente torce para tudo não passar de um pesadelo ou de uma piada de mau gosto. Infelizmente, ele aconteceu de verdade e muita coisa ruim veio junto. Janeiro já começou com a morte do meu grande amor David Bowie. Em abril, sofri uma perda familiar da qual ainda não me recuperei: perdi minha avó materna. No geral, o cenário político brasileiro (mundial, vai) está uma tristeza só. Recentemente, tivemos a queda do voo com o pessoal da Chapecoense e com 20 profissionais da imprensa, com poucos sobreviventes. Ninão, o cachorro que ouso dizer ser o mais famoso do Brasil, morreu. E essas coisas ruins são apenas um pequeno exemplo de como o ano foi péssimo.

Mas como hoje em dia sou uma pessoa muito mais positiva, vou tentar enumerar algumas coisas boas (e pessoais) que fizeram meu 2016 não ser um completo breu. 

1 – Minhas publicações na obvious esse ano: 

• A mistura inusitada do corpo humano com a tecnologia
"Você já deve conhecer a prática de suspensão corporal, certo? Mas é pouco provável que já tenha visto um corpo com uma orelha no braço. E se esse corpo, além de ter uma terceira orelha, também fosse suspenso? Stelarc, artista que mistura anatomia, robótica e tecnologia digital, fez esse e outros experimentos".

• Moda em terceira dimensão
"As impressões em 3D vêm revolucionando muitas esferas de nossas vidas. Em meio a infinitas possibilidades de imprimir objetos, órgãos, móveis e imóveis, comidas e milhares de outras coisas, a moda não poderia ficar de fora e também mergulhou de cabeça nessa onda. O resultado são produtos inovadores. Quer conhecer alguns?"

• Meditar ou não, eis a questão
"A meditação é uma prática muito antiga, que persiste até os dias de hoje. Muito se ouve falar sobre seus benefícios, mas,existem pessoas que questionam isso".

• Afinal, o que é ser belo?
"A beleza é determinada de acordo com a época em que vivemos ou ela é subjetiva? Como vamos estabelecer o que é esteticamente belo se cada um de nós carrega uma bagagem diferente e tem percepções particulares? Como alcançar a beleza ideal se ela está sujeita a mudanças de tempos em tempos? O que significa essa tal de beleza?"

• As atrocidades do canibalismo humano
"Canibalismo é o ato de se alimentar de um ser da própria espécie. No reino animal, é uma prática comum e fácil de aceitar. Mas e quando a prática é entre humanos? Houve um tempo em que isso fazia parte do dia-a-dia de muitos povos".

• As semelhanças e a vestimenta dos incas, maias e astecas
"A Era pré-colombiana diz respeito à história das Américas antes do aparecimento dos europeus, abrangendo os povos do Paleolítico Superior até a colonização que ocorreu na Idade Moderna (ou seja, o termo inclui a história das culturas indígenas americanas até sua conquista de fato). Vamos focar aqui em três famosos povos pré-colombianos (maias, incas e astecas), comparando suas semelhanças".

Esse último texto foi inspirado no meu Trabalho de Conclusão de Curso em Produção de Moda!

2 – Livros que me fizeram olhar a vida por outro ângulo: 

No início do ano passei por algumas mudanças e minha irmã me deu dois livros do Pe. Marcelo Rossi (Philia e Ruah) que eu recomendo para todos, por ter uma escrita leve e encorajadora. Não sou católica, mas as palavras do padre me confortaram e volta e meia retorno a algum trecho para me sentir em paz. Minha cunhada me emprestou outro livro dele, chamado Ágape, que também é incrível.

Alucinadamente Feliz -  Jenny Lawson
Esse livro mudou minha vida, sério. A começar pela capa de um simpático gambá empalhado. Depois, senti que a autora me compreendia. Ri e chorei lendo. E já quero reler! Escrevi sobre ele aqui.

A Arte de Pedir - Amanda Palmer
Aqueceu meu coração quando terminei de ler Alucinadamente Feliz e fiquei perdida na vida, haha. Amanda é uma pessoa incrível. Também escrevi sobre esse livro.

A Mágica da Arrumação - Marie Kondo
Muito amor com as minhas roupas. Essa é minha vida pós Marie Kondo.

Vista quem você é - Cris  Zanetti e Fê Resende
Um grande processo de autoconhecimento e mais amor ainda pelas minhas roupas. Esse livro e A Mágica da Arrumação me ajudaram um bocado, como eu conto aqui.

Mulheres, Comida & Deus - Geneen Roth
Apesar do nome, nada tem a ver com religião ou crenças. Esse livro fala sobre alimentação intuitiva e vale muito a pena para quem, como eu, passa por transtornos alimentares.

Zumbis x Unicórnios - Org. Holly Black e Justine Larbalestier
Ainda não sei definir esse livro. Mas tentei expressar um pouco sobre minhas impressões nesse post.

PS.: daqui alguns dias posto a lista de todos os livros que li esse ano. ♥

3 – Álbuns que me tiraram do caos:

• Obviamente o melhor dos melhores para mim esse ano foi o novo do Avenged Sevenfold: The Stage. Mal tinha lançado e eu já estava ouvindo! Foi trilha dos meus últimos dias no curso de moda.


• Depois, viciei em Sleigh Bells, com o álbum Jessica Rabit. Confesso que esses dois primeiros continuam no meu repeat enquanto dirijo. 

• E aqui do Brasil, destaque para Tássia Reis com o álbum Outra Esfera.

4 – Entreguei meu TCC e me formei em Produção de Moda. Ainda não estou com o diploma em mãos e isso faz com que eu me sinta meio estranha em me autodeclarar profissional reconhecida pelo MEC. Aguardemos cenas dos próximos capítulos.

Sobre meu trabalho, fiz durante um ano pesquisas. O resultado foi a monografia “Povos do Sol – as vestimentas maia, inca e asteca traduzidas aos dias de hoje”. Aprendi muito com a minha pesquisa, li muitos artigos acadêmicos, reportagens e alguns livros (ou trechos deles) sobre o tema. E percebi que não temos material em português sobre a indumentária desses povos. Então, um dos meus projetos para 2017 é transformar essa pesquisa em livro.

 

No processo do trabalho, tive que criar minha própria marca, com toda a parte publicitária, passando pelos croquis da coleção “Povos do Sol”, criação de uma vitrine temática, editorial de moda (com produção e fotografia minhas), modelagens, peças pilotos e planejamento de desfile (incluindo a parte mais prazerosa: escolha das músicas). 


5 – Escrevi dois livros e meio. Dois romances e a monografia que é meio passo andado para a conclusão do livro. Projetos para 2017.


6 – Lancei meu próprio negócio de lembrancinhas personalizadas e assumi quase todas as artes finais da gráfica onde sou sócia-proprietária e também arte finalista (além de produtora de conteúdo para mídias sociais). A parte que mais me dá prazer é a diagramação de jornais, uma maneira de manter viva a formação que escolhi (além das publicações na obvious, claro).


7 – Outra forma de manter a formação em Jornalismo atualizada, foi o curso Mídias Sociais e as Relações Humanas que fiz online, pela Cásper Líbero. Me ajudou de tantas maneiras na vida pessoal e profissional que não tem nem como explicar.

 
8 – E me envolvi em um projeto chamado “Festas, criações e cia”. É um evento de fornecedores para todos os tipos de festas, com exposições de convites, decoração, copos, lembrancinhas e doces. Mais eventos estão previstos para 2017! Além de fazer parte da organização, também cuidei da página do Facebook e claro, da exposição das lembrancinhas que produzi. Foi tudo muito lindo!

 

9 – Séries e filmes

Estou com quase todas as séries que eu assisto atrasadas. Salvo Game of Thrones (que teve um season finale perfeito), Broad City (que terminei a terceira temporada recentemente e – MEU DEUS – foi muito boa), Narcos (que teve a melhor segunda temporada do mundo!) e The Strain (com a melhor temporada da série até agora, minha preferida do ano). Parei no meio de American Horror History - Roanoke, mas também estava gostando (vou deixar para terminar de ver em 2017). Teve também a série Girls in the house, disponível no YouTube que foi só eu ver um teaser que me apaixonei e devorei nos meus minutinhos de folga. Entrei na febre Stranger Things, mas ainda não sei se gostei realmente ou não (vou ver a segunda temporada porque o elenco infantil é o mais talentoso que já vi na vida!).

Já sobre filmes, alguns me prenderam tanto que eu recomendo pra todo mundo: Warcraft: O Primeiro Encontro Entre Dois Mundos (2016 - pra mim, foi o melhor lançamento do ano!); Controle: A História de Ian Curtis (2007 - o melhor de todos que vi esse ano); O que fazemos nas sombras (2014 - o segundo melhor que vi esse ano e olha que é de comédia); A Vida Secreta das Abelhas (2008); A Mão do Diabo (2001); Uivo (2010); Os 12 Macacos (1996); Ela (2013); El Cuerpo (2012); A Garota Dinamarquesa (2015); Sala do Suicídio (2011); Os Suspeitos (2013); O Presente (2015); Irreversível (2002); Nebraska (2013); Seven: Os Sete Crimes Capitais (1995).

E esse é meu balanço do ano, ainda que falte mais de 10 dias para 2016 findar. :) 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

O saldo de 2015

Em 2014 eu prometi que leria mais em 2015. Deve ser milagre de Natal, só sei que cumpri a promessa! Eis a lista pequena de livros (mas maior que a do ano passado) que li:
  1. Não se apega, não - Isabela Freitas
  2. 15 passos para desentulhar seu armário – Érica Minchin
  3. O peso das dietas – Sophie Deram ♥
  4. David Bowie – Vários Autores ♥
  5. Mentes consumistas – Ana Beatriz Barbosa Silva
  6. Sejamos Todos Feministas - Chimamanda Ngozi Adichie
  7. O Livro de Fadas Prensadas de Lady Cottington - Terry Jones 
  8. Última Moda, Uma História ilustrada do Belo e do Bizarro - Barbara Cox, Carolyn Sally Jones, David e Caroline Stafford ♥ 
  9. Os Simpsons e a Filosofia - o D´oh de Homer - Aeon J. Skoble, Mark T. Conard e William Irwin ♥
  10. Você é Jack ou Marilyn? – Pamela Keogh
  11. Um útero é do tamanho de um punho – Angélica Freitas
  12. Quinze tons de constrangimento – Ana Paula Barbi
  13. O Cortiço – Aluísio Azevedo
  14. P, F – RPI (por questão de confidencialidade não posso divulgar o título e o autor)
  15. Manual da Redação – Folha de S. Paulo
  16. Vacaciones – Ana Paula Barbi
  17. 101 fatos sobre Star Wars – Jonas Silvestre
  18. Toda nudez será castigada – Nelson Rodrigues
  19. A Roupa e a Moda - Uma Historia Concisa - James Laver ♥
  20. Babado forte – Moda, música e noite – Erika Palomino
Coloquei coração nos que mais gostei de ler. 
Para 2016 eu desejo manter. Se conseguir ler mais, melhor. Mas dessa vez não vou prometer porque dois raios não caem duas vezes no mesmo lugar, já dizia o ditado popular, hahaha.

Em 2015 tive três artigos publicados na obvious magazine.Os três receberam destaque na página inicial do portal.

O primeiro deles foi pandrogeny: duas partes de um único elemento.

O segundo foi o poder da música vai além do que você imagina.
Nesse artigo tive a felicidade de poder incluir uma entrevista que fiz para a matéria de Jornalismo Científico, em 2012, no último semestre da faculdade de Jornalismo. Também foi o texto mais compartilhado dos produzidos por mim! :)

O terceiro foi Coco Chanel e a libertação das mulheres.
Prazer imenso de poder falar sobre dois temas que adoro: libertação das mulheres e moda, contando parte da história de minha estilista preferida: Coco Chanel.

 
2015 foi um ano maravilhoso. Comecei a cuidar constantemente das páginas da Gráfica Gaúcha na web. Faço as artes para ilustrações dos posts, atualizo site, faço atendimento online, além de ser a redatora de todos os textos que aparecem no Facebook. 

Também foi o ano em que fui selecionada entre mais de 3.000 participantes para o Programa de Treinamento do Jornal Folha de S.Paulo, o maior jornal do país. Depois, passei numa das provas mais difíceis que já fiz e fiquei entre os 320 (se não me engano) selecionados. Fui pra SP e prestei uma outra prova, mas não passei. Mas valeu toda a experiência. E em 2016, vão ter que me aguentar de novo, porque vou continuar tentando, haha.

E para esse novo ano, só posso desejar amor. Que venham mais realizações, viagens, compromissos, felicidades, paz, saúde, união, trabalho, money, success, fame and glamour ♥
FELIZ 2016! :*

domingo, 10 de outubro de 2010

Resumão da semana :)

As vezes tenho preguiça de postar, mas daqui a alguns anos vou querer ter histórias pra ler sobre eu mesma. Então cá estou eu, hê.

Mal percebi que esqueci de mencionar o show do Charlie Brown Jr, do dia 18 de setembro. Mas não sobrou nada de bom do rolê. Péssima organização. E quando eu digo péssima, é MUITO PÉSSIMA. Enfim... não vale a pena comentar nada.

Essa última semana foi tensa. Muitos trabalhos e uma prova super difícil pra estudar. No final, fiquei doente (na verdade, minha coluna travou e eu mal consegui andar, só isso) e perdi a prova. Consegui refaze-la na quinta-feira (professor lindo! ♥).
Domingo, 3, foi dia de eleição. Eu e o pessoal do 4º semestre de jornalismo da Uniso (minha sala, óbvio) fizemos uma cobertura para a parte online do jornal Cruzeiro do Sul. Algumas fotos nossas estão nesse link.

E na próxima segunda-feira, SWU me espera. Vou ver Avenged Sevenfold. E de brinde, levo Linkin Park, Incubus, Pixies, Queens of the Stone Age, Cansei de Ser Sexy, Cavalera Conspiracy, Gloria e muito mais. AAAAAAAAAAAH <3>

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

The time is over capacity

O tempo não dá trégua, cara. Impressionante.
Na faculdade tá tudo corrido, estamos cheios de trabalhos e provas. Além disso, não foi fácil encontrar todo o material pro TCC. Mas faz parte, né? HAHA. Vamos analisar a revista Elle.

Para a disciplina de Fotojornalismo, cobrimos o 7 de Setembro. Lembrando que foi em um domingo, 8h da manhã. COM CHUVA. Néfácilnão gentem.
A Prisma está também em uma fase de coberturas e construção de matérias, diagramação. Mas eu tô gostando tanto disso. Sério. Amanhã teremos uma reunião para colocar os pingos nos i's.
Dia 16, cobrimos o show da banda Encore Break no Asteroid. Muito bom! :)
No mais, minha vida se resume em estudar, trabalhar e shows (só quando sobra tempo, rs). E por falar em shows, falta pouco tempo pra SWU, tô ficando ansiosa já!

É... só isso mesmo. XOXO

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

The life to be continued

Ando tão feliz nesse últimos dias, que dá medo. Semana passada, segundo o jornal O Diário de Sorocaba, foi aprovada uma lei que proibe sacolas plásticas aqui em Sorocaba. Os supermercados terão 90 dias para substituir por sacolas retornáveis ou biodegradáveis. Como minhas aulas às sextas são a distância, fui ao shopping com a minha mãe, aproveitei e já comprei 4 sacolas ecológicas, rs.
No dia 22 de agosto (domingo lindo e ensolarado *-*), eu e a Feh fomos até a Biblioteca Municipal, pesquisar um tema para o TCC. Claro que a pesquisa não durou muito tempo, então, fomos até a banca do Campolim, comprar Vogue, Elle e Rolling Stone. A noite tinhamos cobertura para fazer (Prisma Comunicação) do show das bandas Iansã e Johnny Suxxx and the Fucking Boys (logo tem mais detalhes da cobertura no nosso Tumblr). Aliás, em breve estará no ar nossa revista virtual, que visa meio ambiente, bandas independentes e moda.


E para fechar com chave de ouro, nessa última quarta-feira, definimos finalmente um tema para a monografia. Sai radiante da sala da orientadora, toda feliz, haha!
Fiquei tão feliz que senti vontade de voltar a compartilhar alguns dias meus no blog.

Sábado tem mais show. E é assim que a vida vai seguindo em frente, hê!

Por enquanto é só... mas eu acredito que tem muito mais pela frente. MUITO MAIS!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Morre aos 50 anos Michael Jackson - LUTO

Quando eu era muito pequena (uns 3 anos), meus pais tinham um bar e, certo dia, eu ganhei dos fornecedores de bebidas um copo branco com a Madonna. Foi aí que eu fui apresentada ao pop. Um pouco mais tarde, minha mãe me contou sobre Michael Jackson, o Rei do Pop. Eu conheci algumas músicas, que eu cantava num inglês totalmente errado. Eu via ele pela TV e me encantava. Eu cresci... nunca virei aqueeeeeela fã de nenhum dos dois, mas sempre me atualizava da vida de ambos. Sempre ouvia suas músicas com admiração. E, hoje falando especialmente sobre Michael Jackson, nunca pude deixar de notar tamanho talento pra música, pra dança (e viva o moonwalker!), pra atuação. Também nunca pude deixar de sonhar com os clipes, de sorrir com as partes boas de sua história e de sofrer com as negativas. Sempre achei que ele estava onde devia estar: no topo. E lamentei o sumiço dele da mídia, por tanto tempo. E hoje, ao assistir MTV na Rua, juro que pensei que a Pê (olha a intimidade) estava brincando ao dizer que ele havia sofrido uma parada cardíaca.
Depois, vendo as notícias, me assustei, e desejava que realmente fosse mentira. Quando veio a confirmação de que Michael Jackson, aquele menino que começou muito cedo sua carreira com seus irmãos, no The Jackson Five, e que depois conquistou a fama e o mundo sozinho, tinha vindo à falecer, fiquei chocada. Deixei derramar algumas lágrimas, por mais cafona que parecesse, pois na hora eu realmente não me importei.
Tenho minhas teorias para tudo o que aconteceu com ele (a mudança da cor de sua pele, as cirurgias, que apenas algumas foram confirmadas - talvez auto-mutilações, o caso de "pendurar" o filho na janela por alguns segundos, entre outras polêmicas), mas não pretendo comentá-las aqui. Ele sofreu durante a vida dele, teve uma certa rejeição da própria família de início. Lhe faltava amor-próprio. Mas é isso, não basta ser amado (pois o mundo inteiro o amava), ele é a prova de que precisamos NOS AMAR primeiro.

Eu sei que pra muitos, ele sempre será lembrado por Thriller (a música e o clipe, não o albúm). Mas eu tenho uma grande queda por Black or White (deve ser influência do clipe também). Claro que não tem como escolher um clipe preferido, porque nessa parte, a genealidade de seus clipes são explêndidas. Tão incomparáveis!
Procurei algum vídeo melhor pra colocar aqui, mas sabe... quase nenhum está disponível pra incorporação no YouTube (mas vocês podem dar uma passadinha lá pra conferir). E eu estou sem tempo pra baixar e upar aqui. Então fiquem com esse, com imagens do Michael no Brasil (quando ele gravou o clipe de They Don't Care About Us):


Michael deixous 50 shows para serem feitos na Inglaterra (aaah, minha Inglaterra :/), onde o primeiro tinha sido adiado (do dia 8 de julho para o dia 13). Todos os ingressos já haviam se esgotado. Abaixo, uma foto tirada no dia 6 de maio de 2009, quando ele ensaiava com o grupo de dança de Londres:
Para maiores informações, cliquem aqui ou aqui. Michael será o eterno Rei do Pop... foi, sem dúvidas, essencial pra música. Adeus Michael :(