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domingo, 30 de abril de 2023

Frases que salvei no Notion enquanto lia livros

Fico me perguntando por que todo e qualquer ato que narra a experiência de vida das mulheres nos anos 70 foi lido somente como “colaborativo” e “feminista”. Os dadaístas de Zurique também trabalharam juntos, mas eram gênios e tinham nomes.

Se a realidade é insuportável e você não quer desistir, torna-se necessário compreender os padrões.
Chris Kraus no livro I Love Dick

 

 Por que escrevemos? Irrompe um coro. Porque não podemos somente viver.
Patti Smith no livro Devoção

Você sabe o que é Notion? Tá, duvido que em pleno 2023 alguém ainda não saiba. Mas é um ótimo aplicativo para manter a organização e pra quem é de produtividade, mantê-la também. Se você não tem cadastro lá, recomendo que faça um porque em breve pretendo trazer uns layouts frees de livro de receitas, skincare e cronograma capilar pra cá, pensei também em liberar minha coleção de frases soltas de livros e você vai poder aproveitar junto comigo ♥. Meu jeitinho de agradecer você que ainda visita esse bloguinho!

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Retrospectiva 2019 - Livros + Músicas

Passando rapidinho pois sem tempo, irmão (é, ainda). Deixo aqui a listinha do que li e ouvi em 2019, muito atrasada, é verdade, mas fazer o quê ¯\_(ツ)_/¯. Espero muito em breve voltar a programação normal e com novidades dessa vez.

O que li em 2019?

  1. Aprendizados - Minha Caminhada Para Uma Vida Com Mais Significado - Gisele Bündchen
  2. Pequenos incêndios por toda parte - Celeste Ng
  3. A Teus Pés – Ana Cristina César
  4. O Maravilhoso Bistrô Francês – Nina George
  5. Razão e Sensibilidade – Jane Austen
  6. Iaiá Garcia – Machado de Assis
  7. Amor a céu aberto – Flora Figueiredo
  8. Roube como um artista – Austin Kleon
  9. O método fácil de parar de fumar – Allen Carr
  10. Como ser uma parisiense em qualquer lugar do mundo – Caroline de Maigret, Anne Berest, Audrey Diwan e Sophie Mas
  11. Drácula – Bram Stoker 
  12. Tudo o que nunca contei - Celeste Ng
  13. A Fúria dos Reis - George R. R. Martin
  14. Astonishing Splashes of Colour - Clare Morrall
  15. Lady Killers – Tori Telfer
  16. Fluente Em 6 Meses: Aprenda Inglês do Zero! - Leonardo de Mello
  17. A bruxa não vai para a fogueira neste livro - Amanda Lovelace
  18. Persuasão - Jane Austen
  19. Max - Débora Bellentani
  20. Esaú e Jacó – Machado de Assis 
  21. A beleza impossível - Rachel Moreno
  22. Emma - Jane Austen
  23. 50 Anos de Crimes – organização de Fernando Molica
  24. O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares - Ransom Riggs
  25. A Abadia de Northanger - Jane Austen
HQ’s / mangás

  1. Princess Princess – Strangely Katie
  2. The Beatles: Yellow Submarine
  3. Fragmentos do Horror – Junji Ito

 O que escutei em 2019? 

Disturbed liderou com 218 scrobbles, pegando o lugar que sempre foi do Sevenfold. Mas não se iludam, continuo ouvindo mais Sevenfold, só que no carro. Enquanto eu trabalho foi Disturbed mesmo. Gloria eu ouvi muito porque achei que ia no show deles que foi cancelado. BMTH foi por causa do Lollapallooza. Queen foi por Bohemian Rhapsody. Nirvana eu paguei língua mesmo, me apaixonei por In Bloom, graças ao boy, que me mandou. Finalmente Sevenfold. Hateen segue a mesma explicação do Gloria. McFly VOLTOOOOU! The Struts eu tentei gostar, não foi, mas rendeu um ótimo post. Paro por aqui, o restante eu simplesmente quis ouvir.


quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Resenha: Lady Killers, de Tori Telfer



Decidi que em outubro leria algo mais tenebroso, para comemorar o Halloween. Terminei de ler Lady Killers, de Tori Telfer, numa noite calma do dia 29 de outubro. Mas calmo é a última coisa que esse livro é, retratando mulheres doentes que matam por motivos muitas vezes torpes, torturando, vingando-se, envenenando impiedosamente. O livro traz 14 nomes de assassinas em série distantes dos dias de hoje. Como se fossem mitos, como se nunca tivessem existido, como se fosse apenas uma história de terror. Durante a leitura, tive que constantemente lembrar de que se tratavam de histórias terrivelmente reais. O que nos tira um pouco dessa coisa de “ah, parece faz-de-conta” são as outras 14 assassinas mais recentes listadas no final do livro pelo excelente blog O Aprendiz Verde. Nem sei se posso chamá-los de blog, se seria site, portal, conteúdo noticioso, enfim. Deixo de lado as etiquetações.

Lady Killers me fez sentir medo, me fez ficar horrorizada e me fez querer ainda mais entender até que ponto a mente humana pode chegar e quais atos podem praticar. Me fez olhar com desprezo para a sociedade machista que deixou de condenar algumas mulheres simplesmente porque elas eram atraentes. Me fez sentir angústia em muitas partes. Mas me fez ver que alí reside também humanidade. Não adianta, todas as assassinas são ou foram humanas! E o ser humano pode ser muito cruel. Eu queria entender o porquê. Se alguém conhecer livros que estudem a mente desses psicopatas (homens e mulheres) me indiquem! Porque já entendi de tudo que eles são capazes. Talvez nem tudo, mas o suficiente. Agora quero entender o porquê.

Às vezes acho que eu deveria ter estudado psicologia, mas daí percebo que é mais um hobbie mesmo. Quero me entender, enquanto uma pessoa que convive com Depressão, Transtorno da Ansiedade Generalizada e Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica. Quero entender o porquê possuímos problemas mentais. O que deu errado? O que precisa ser feito? Por que as pessoas têm diversos transtornos mentais? Isso também conta, no caso das assassinas, com a Psicopatia.

Para entender mais sobre o assunto de seriais killers mulheres, no final do livro Lady Killers, contamos com listas de livros, filmes, documentários, séries e até clipes de músicas sobre o assunto. Um livro completo, com casos bizarros, com muito sangue derramado e que vale a pena ser lido – mas tem que ter estômago forte.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Eu não releio livros

Minha estante só cresce. Eu particularmente amo ir a sebos e afins procurar por novos volumes. Gosto de ter ebooks no aplicativo do Kindle, gosto de visitar uma livraria ou comprar pela internet e gosto de ter minhas estantes cheias. Toda vez que compro um livro é com a intenção de lê-lo, claro. Mas nem sempre isso acontece e eles ficam lá, parados na estante, na promessa de leitura. Pensando no tanto de títulos que tenho e no tanto que gostaria de ler, eu fico não querendo reler livros que amei. Isso diminuiria meu tempo para ler livros novos e adquirir novos conhecimentos. Meio bobo esse pensamento, eu sei.

Ano passado reli um livro que era curto, feito para ler numa sentada só (e é por isso que reli). Se tratava de Os Funerais do Coelho Branco, do Nenê Altro. Essa releitura me fez perceber que muito do que eu não tinha entendido e sentido na primeira vez que li, pude entender e sentir na segunda vez, porque afinal, eu amadureci.

Então, é assim. Eu entendo da importância de se reler. Da magia de voltar para uma história que te prendeu. Mas isso não é necessariamente aconchegante, como as pessoas costumam dizer por aí. Aquele livro lindo da adolescência pode parecer bobinho da segunda vez. Livros que lemos com 15 anos já não serão os mesmos aos 28. Tá, nenhum livro será o mesmo ao ser relido e por isso mesmo me pergunto: será que reler não pode estragar a magia por trás das coisas? O sentimento de carinho?

Agora pretendo reler outro livro. O motivo disso é porque eu gostei muito da história e a esqueci. Mas tenho convicção que era bom. O livro? A Insustentável Leveza do Ser, do Milan Kundera. Espero gostar e entender mais dele quando o momento chegar. Sim, o momento. Tem dias que eu quero sentir medo, corro pros títulos que possuo da Darkside ou pra algum do Poe ou mesmo pra Stephen King. Dias que quero estudar, opto por biografias e livros técnicos das minhas áreas (alô moda, alô jornalismo!). Dias que tudo que eu preciso é de um romance com uma história inteligente, que me faça refletir além de me engajar no enredo. Então, preciso esperar essa última categoria me pegar pra ser o momento de ler A Insustentável Leveza do Ser de novo.

E você, relê ou é do meu time de não reler (com raras exceções)?

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Retrospectiva 2018

daqui

2018, que ano! Na internet tudo se resumiu em Copa do Mundo e Eleições, sou incapaz de lembrar de algo antes disso a não ser envolvendo política também. Mas prefiro não comentar sobre meus posicionamentos, pois não me sinto preparada para argumentar. E afinal, esse é um post com retrospectiva, quero que seja mais leve.

O ano não começou dos melhores para mim. Eu ainda estava sob um bloqueio criativo e minha depressão estava mais atacada que nunca. As coisas não foram bem até abril, seria mentira fingir que tenho ótimas lembranças. O que me ajudou a sair do buraco foi, como sempre, criatividade. Obrigada Deus por eu ser de humanas! Comecei a me jogar em maquiagens artísticas, fiz curso pra isso e me aventurei a criar meus próprios produtos de maquiagem nesse nicho em casa. Depois, fiz duas viagens que me marcaram muito. Uma foi à Curitiba, onde fiz um pequeno tour pelos sebos do Centro junto com o boy. A outra foi para Illinois, nos Estados Unidos, visitar meus afilhados lindos!

Na volta, me apaixonei cada vez mais por aprender sobre cuidados com a pele. Criei o perfil Pele Linda Sendo Pobre no Instagram junto com um blog de mesmo nome. Pro Natal, escrevi um ebook, que está sendo disponibilizado gratuitamente. Você pode baixar aqui e se aventurar comigo a cuidar da pele do rosto!

http://bit.ly/ebookpelelindasendopobre

Aí foi o momento de voltar a cozinhar, testar novas receitas, criar outras. Foi uma época de autocuidado que quero retomar o mais rápido possível, mas por motivos de insônia não consegui cozinhar mais nos últimos dias.

Uma coisa que me ajudou com o bloqueio criativo foi fazer um diário e botar tudo pra fora. Se eu não tinha vontade de escrever, escrevia justamente sobre isso. Foi incrível!

Esse foi o ano que voltei a assistir animes para acalmar a mente. Destaque pro meu preferido: Uta no Prince Sama, inclusive falei das bandas aqui.

Foi também um ano bom para organização. Reformulei a decoração do meu quarto e da cozinha aqui de casa, reorganizei o banheiro e minha mãe mandou pintar os cômodos de novas cores. Também, em matéria de organização, voltei a usar bullet journal e continuei com o art journal. Pra 2019 já tenho planner (que ganhei de natal da minha mãe), agenda e caderno de leituras, além de que continuarei com o mesmo art journal até acabar. Tudo lindo!


O ano terminou maravilhosamente bem numa festa incrível de Natal onde fui pedida em casamento e agora sou noiva. É engraçado lembrar que quando conheci o boy cantei pra ele “amor da minha vida daqui até a eternidade” numa brincadeira e hoje somos companheiros de vida mesmo e um dia vamos nos casar. A vida é louca!

Livros lidos

1. Cujo – Stephen King
2. Extraordinário – R.J. Palacio
3. Outros jeitos de usar a boca – Rupi Kaur
4. Gordura é uma questão feminista – Susie Orbach
5. O livro das semelhanças – Ana Martins Marques
6. O Iluminado – Stephen King
7. Os Funerais do Coelho Branco – Nenê Altro (releitura)
8. O Guia do Mochileiro das Galáxias – Douglas Adams
9. Toda Poesia – Paulo Leminski
10. The Old Man of the Sea vol. II / Ship’s Company - W.W. Jacobs 
11. Menino de Engenho – José Lins do Rego
12. Senhora – José de Alencar
13. Sursis – Jean-Paul Sartre
14. Cuco – Julia Crouch
15. A Utopia – Thomas More
16. Diários de Andy Warhol (Volume 1) - Andy Warhol
17. Explosão de Estrelas – Robin Pilcher
18. Iracema – José de Alencar
19. Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis
20. Viajante Chic - Glória Kalil
21. A Indústria Brasileira do Vestuário - Histórias, Reflexões e Projeções - Francisco de Paula Ferreira
22. O Amor é um Cão dos Diabos - Charles Bukowski
23. Quincas Borba – Machado de Assis
24. A Vida Invisível De Eurídice Gusmão - Martha Batalha
25. A Amiga Genial – Elena Ferrante
26. A Livraria Mágica de Paris – Nina George
27. História do Novo Sobrenome – Elena Ferrante
28. História de Quem Foge e de Quem Fica – Elena Ferrante
29. História da Menina Perdida – Elena Ferrante
30. O Crime do Padre Amaro – Eça de Queiroz
31. Man Repeller - A divertida moda que espanta os homens - Leandra Medine
32. O Tempo entre Costuras - María Dueñas
33. The Little Book of Skin Care: Korean Beauty Secrets for Healthy, Glowing Skin - Charlotte Cho
34. Helena – Machado de Assis
35. A Princesa Salva a Si Mesma Neste Livro – Amanda Lovelace
36. O que o sol faz com as flores – Rupi Kaur
37. O Milagre da Manhã – Hal Elrod
38. Tudo Nela Brilha E Queima - Poemas De Luta E Amor - Ryane Leão

HQ’s / Mangás lidos


1. The Enigma of Amigara Fault - Junji Ito
2. Kamisama Hajimemashita 1 - Julietta Suzuki
3. Ouran High School Host Club 1 - Bisco Hatori
4. Soppy – Philippa Rice


Curiosidades:

· 18 livros escritos por mulheres (considerando Elena Ferrante como mulher, mesmo sem ter certeza de quem ela é) e 20 por homens. Esse ano o número ficou mais equilibrado, gostaria de ter lido mais mulheres, mas não deu.

· 12 livros brasileiros (nossa literatura é linda!)

· 2 livros em inglês, tentando aumentar esse número aos poucos.

Tirando Junji Ito, as outras quadrinistas são mulheres, mais um orgulho! Quero sempre consumir mais mulheres que homens, é meu jeitinho de estar aqui reivindicando nosso espaço na literatura. É pouco, eu sei, mas é melhor que nada.

Segundo o Skoob:




Faltaram 10 livros pra eu bater a meta, mas eles ficaram pra 2019. Que nosso ano seja lindo, cheio de leituras, autocuidado e amor!

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Meus favoritos – novembro de 2018

meus favoritos de novembro de 2018

Vou começar hoje uma nova coluna que eu amo ler em outros blogs: sobre os meus favoritos do mês decorrente. Vai abranger músicas, coisas que assisti, livros, jogos (sim, sou dessas!) e o que mais aparecer no mês. Os meus favoritos não necessariamente foram lançamentos do mês, mas me conquistaram esse mês. O primeiro é agora de novembro de 2018, vamos lá?

O que ouvi em novembro

Voltei a jogar SongPop, dessa vez o 2, e ando obcecada com as músicas que tenho relembrado ouvindo por lá. Tenho as playlists que comprei como Avenged Sevenfold e Disturbed, mas tenho também playlists mistas com músicas das bandas Heart, Apocalyptica, Rise Against, Twenty One Pilots e X Ambassadors (clique no nome para ouvir as respectivas músicas).

O que assisti em novembro

Basicamente tenho assistido coisas da Netflix, entre eles reassistindo e sofrendo o anime Death Note  junto com o namorado. Também estou vendo a série Itakiss: love in Tokyo. Me apaixonei demais pelo anime Itazura na Kiss, tanto que tive que ir pro dorama.E comecei a ver Destinos Macabros, uma série interessante sobre turismo diferente de tudo que já vi.

O que li em novembro

Muita coisa! Comecei a ler Feira das Vaidades de William Makepeace Thackeray, mas não estou muito nas épocas de leituras, e quando estou nesses tempos prefiro algo bem mais tranquilo, como poemas, que me fazem repensar a vida e em quem sou. Então li recentemente A Princesa Salva a Si Mesma Neste Livro da Amanda Lovelace e O que o Sol Fez com as Flores da Rupi Kaur e estou lendo Tudo Nela Brilha e Queima da Ryane Leão. Além disso, estou tentando terminar Linha M da Patti Smith ainda esse ano, mas como eu estava esperando um novo Só Garotos acabei empacando na leitura. Também, para melhorias na vida e por questões de @pelelindasendopobre estou lendo Eat Pretty da Jolene Hart. E pra concluir, terminei recentemente de ler O Milagre da Manhã de Hal Elrod.

Skincare

Para quem não sabe sou a louca dos cosméticos e dos cuidados com a pele. Lancei um Instagram só para falar sobre isso, o @pelelindasendopobre. Sigo obcecada com cuidados faciais nesse mês (desde que comecei a cuidar pra valer da pele em junho). Você também pode acessar o blog Pele Linda Sendo Pobre clicando aqui.

O que joguei em novembro

Como eu disse, voltei com Song Pop! Mas também estou jogando o novo Candy Crush Friends e um joguinho incrível de produtividade chamado Habitica. Você estabelece metas e quando as cumpre na vida real, você marca lá e seu personagem vai ganhando ou perdendo pontos. Um incentivo e tanto!

jogos para Android

Abaixo está a interface do jogo Habitica, onde você coloca os desafios que fará na vida real e vai atualizando o jogo quando cumpriu e também quando não cumpriu, para ganhar (ou perder) pontos:

Habitica

Habitica é mais um aplicativo que poderia facilmente entrar no post sobre dicas para se organizar com aplicativos e bullet journal (aliás, já conferiu?)

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Resenha: Märchenmond - Os Filhos das Terras Sombrias, de Wolfgang e Heike Hohlbein

resenha Märchenmond

Eu comprei esse livro há muitos anos, numa promoção do Carrefour entre os produtos em oferta. A resenha da contracapa chamou a atenção da minha mãe, que sabe do meu gosto por fantasias e logo me mostrou o livro. Olhei, gostei e comprei, mas a primeira tentativa de ler não me prendeu a atenção o suficiente e abandonei o livro. Só retomei num dia do ano passado em que eu estava precisando de uma historia fantasiosa e diferente e logo lembrei de Märchenmond: Em busca das Terras Sombrias. Märchenmond é uma trilogia alemã composta pelos livros A Terra das Florestas Sombrias, Os Filhos das Terras Sombrias e Os Herdeiros da Floresta, escrita por Wolfgang e Heike Hohlbein no início dos anos 80. Devo dizer que comecei a ler errado, direto no segundo volume da série (Os Filhos das Terras Sombrias), mas isso não afetou meu entendimento da história, o único problema foi não conhecer os personagens que iam reaparecendo no segundo livro e já eram velhos conhecidos dos protagonistas. Mas conforme vamos lendo, vamos também entendendo sobre quem são, suas características e personalidade. Mas vamos ao mais importante: o que achei do livro ao terminar a leitura? Separei em dois tópicos importantes antes de dizer se recomendo ou não:

 

O enredo

A história não me prendeu no começo, mas de cara já descobrimos que Märchenmond é tipo uma Nárnia: um mundo paralelo, com tempo e personagens diferentes. Esse foi um dos pontos que me atraíram para a leitura, pois: apaixonada pelas Crônicas de Nárnia. E acontece isso mesmo: o personagem principal, Kim, de repente consegue entrar nesse mundo paralelo, chamado Märchenmond, onde existem reis, príncipes, anões, dragões e outras criaturas fantásticas.

Uma coisa que me surpreendeu foi o final. O livro consegue manter o mistério principal sem solução até suas últimas páginas. E eu juro que imaginei mil e um motivos para explicar o tal mistério e nenhum chegou perto do que aconteceu.

resenha Märchenmond

 

A escrita

Não sei se foi problema de tradução, mas eu me senti desconfortável com a construção de algumas frases, que não fizeram muito sentido, sabe? Mas como disse Stephen King em seu livro Sobre a Escrita, a gente tem que ler de tudo, seja bom ou ruim. E Märchenmond não chega a ser ruim, tem uma história boa, só achei mal escrito (ou, volto a repetir, mal traduzido. Não entendo nada de alemão para saber).

Não espere diálogos impactantes e revolucionários. Todas as falas são muito simples.

Uma coisa que me incomodou muito foram os momentos de virada da história. Sabe quando o personagem fica entre a vida e a morte e então alguma coisa muita louca acontece para salvá-lo? Então, Märchenmond peca demais nesses momentos. Antes do grande acontecimento SEMPRE tem frases como “e então, o milagre aconteceu” ou “o inesperado aconteceu”.

Para quem estuda escrita criativa, que nem eu, o livro traz muitos ensinamentos, principalmente sobre descrições. Você consegue imaginar a cena, as cores, sentir o cheiro e a textura somente lendo. Não tem descrição demais, a criação dos personagens fica por conta da imaginação do leitor, com um pequeno empurrão dos autores, tudo no ponto certo.


Resumão: Märchenmond tem uma história muito boa, um final que surpreende, com muitos bons exemplos de escrita criativa, porém com diálogos fracos e muitas frases mal escritas. Não é um livro que eu saio recomendando por ai, mas também não é um livro que eu falo logo “fuja, não leia isso não!”. Fiquei bem em cima do muro com ele.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

tag dos 50%

tag dos 50%

Já estamos em agosto, mês de BEDA, obviamente não irei participar porque não tenho emocional e nem tempo para conseguir organizar posts todos os dias. Porém, eu quis MUITO postar essa tag dos 50% dos livros lidos, que tecnicamente era para ter sido postado em junho, sexto mês, metade do ano, cinquenta por cento e tal... mas né, tá tudo bem postar agora, a única regra nas respostas que eu mesma estabeleci é: são de livros que li até 30 de junho, nada lido depois disso entrou.

1. O melhor livro que você leu até agora, em 2018.
A Livraria Mágica de Paris, da Nina George, por motivos de: sentimentos demais. Tá tudo aqui nesse post.

2. A melhor continuação que você leu até agora, em 2018.
A única continuação que li foi de A Amiga Genial, da Elena Ferrante. Li até História de Quem Foge e de Quem Fica em junho, portanto, vai ser essa a escolha.

3. Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito.
Olha, eu sou a pessoa que não guarda lançamentos na cabeça, mas recorri a minha listinha de livros desejados na Amazon e vi que com certeza é A Bruxa Não Vai Para a Fogueira Neste Livro, da Amanda Lovelace.

4. O livro mais aguardado do segundo semestre.
Esse eu sei a resposta e são dois livros, ambos da DarkSide (sou muito fã assumida da caveirinha): Drácula de Bram Stoker (de preferência a edição amarela) e Edgar Allan Poe: Medo Clássico Vol. II.

5. O livro que mais te decepcionou esse ano.
Toda Poesia de Paulo Leminski. Eu esperava tão mais, de tanto que esse livro é endeusado. Desculpem amantes do Leminski, sei da preciosidade que é esse livro, mas não deu, nem todo poema dele conseguiu se encaixar no meu coração – e eu não sou uma pessoa que sabe ler tecnicamente poesias, então...

6. O livro que mais te surpreendeu esse ano.

Novamente foi A Livraria Mágica de Paris. Não achei que a história seria tão profunda, muito menos que mexeria tanto comigo e me ajudaria a tomar decisões importantes na vida pessoal.

7. Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente).
Eu nunca tinha lido Elena Ferrante, serve? E tem também Ana Martins Marques, li O Livro das Semelhanças (que é de 2015) e fiquei apaixonada pelas poesias, com certeza quero conhecer mais do trabalho dela.

8. A sua quedinha por personagem fictício mais recente.
Definitivamente não li nada com algum personagem que eu pudesse desenvolver um crush, hahaha. Até pensei em colocar Brás Cubas aqui, porque né, que morto da hora! Mas daí achei um menos terrível: Ford Prefect, o alienígena de Guia do Mochileiro das Galáxias. É o mais próximo que eu conseguiria chegar de ter uma quedinha, haha.

9. Seu personagem favorito mais recente.
Tem como não falar de A Livraria Mágica de Paris de novo? Tem não. É Max Jordan, o escritor, vulgo eu sendo personagem.

10. Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre.
Adivinhem? Isso mesmo... A Livraria Mágica de Paris. E também Extraordinário, de R.J. Palacio, que me fez desidratar de tanto chorar e A Vida Invisível De Eurídice Gusmão, da Martha Batalha. AH! E também o final de Cujo, do Stephen King, mas não pelo motivo terror, só posso falar isso para não dar spoiler.

11. Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre.

A LIVRARIA MÁGICA DE PARIS. E também Explosão de Estrelas de Robin Pilcher porque é muito bonitinho.

12. Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora, em 2018.

Extraordinário! ♥ Assisti na viagem entre Estados Unidos e Brasil, enquanto voltava pro meu país lindo, mas já sentindo saudades dos dias em Illinois e das pessoas lindas que amo e que moram lá. O filme foi como uma ponte, então tá cheio de significado pra mim (além da história ser incrível mesmo, com atuações marcantes).

13. Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo).
Ok, cancela a tag inteira, todas as respostas são basicamente essa: A Livraria Mágica de Paris e essa resenha.

14. O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano.
Não comprei muitos livros esse ano. Queria colocar Cujo aqui, mas ganhei ele no Natal, então seria trapaça, mas que livro lindo, com patinha de cachorro em baixo relevo na capa! Acho que o mais bonito que comprei esse ano, por motivos pessoais (devido a eu ser rata de sebo) foi O Crime do Padre Amaro, uma edição de 1975, com capa dura, encontrada num sebo lá da Sé, em São Paulo (o do Messias). Está bem antiga, tanto é que o nome na capa praticamente sumiu, mas sabe quando vira relíquia? Então... seguem fotos que comprovam sua beleza inigualável: 
Livro O Crime do Padre AmaroLivro O Crime do Padre Amaro

15. Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano?
Todos da lista de METAS do meu Skoob, hahahaha! Mas, principalmente, terminar a leitura de Linha M, da Patti Smith.

E não se esqueçam da dica principal desse post: LEIAM A LIVRARIA MÁGICA DE PARIS! E vocês, qual foi o livro do ano (até agora) do seu coração?

sábado, 16 de junho de 2018

Resenha: A Livraria Mágica de Paris de Nina George

Livro A Livraria Mágica de Paris - resenha
Terça-feira, dia 12 de junho de 2018, 02h56 da manhã, dia dos namorados e eu acabo agora a leitura de A Livraria Mágica de Paris. Estou encantada. No início, parecia ser apenas mais um livro bem escrito, cheio de descrições, desses que te fazem sentir cheiros, lembrar-se de situações específicas, imaginar cores e texturas ao ponto de conseguir se transportar para o meio do mar, para Paris e depois para Sanary-Sur-Mer. 

Mas isso foi só o começo, que apesar de delicioso, ainda me parecia normal. Logo, começa uma reviravolta. E lá pela metade do livro, dou de cara com a frase: “Agora. Existe apenas o agora. Faça isso já, covarde. Respire embaixo d’água de uma vez por todas” e, no contexto em que ela estava empregada, me serviu como um soco no estômago e um forte tapa na cara. Me fez refletir minha própria situação. Em paralelo à essa frase (que ia e vinha na minha mente durante a leitura), acompanhei todo o sofrimento do livreiro, ou melhor, do farmacêutico literário Jean Perdu. Chorei com ele. Viajei com ele. Quis cuidar de seus dois gatos Kafka e Lindgren. Quis ter um barco chamado Lulu que possui, dentro, uma Farmácia Literária. Aliás, quero ser farmacêutica literária, será possível? Mesmo sem um barco Lulu? Mesmo vivendo em uma cidade que fica bem distante do mar? 

Pessoas precisam de livros para curarem suas almas. Eu mesma, apesar de ter ajuda médica, só consigo amenizar os ferimentos da alma por meio de livros. E A Livraria Mágica de Paris foi um respiro para mim. Desses que a gente precisa ter, sabe? Profundo, calmo. Quando você tem esse respiro, você sente-se bem, relaxada, pronta para tomar decisões mais racionais, pronta para colocar os pingos que faltam nos i’s. Esse livro me surtiu mais efeito porque tem Max Jordan, um personagem que é escritor. O livro mostra seus problemas e dilemas, inclusive com bloqueio criativo, e eu acompanhei como alguém que vive algo parecido e era nessas horas que lá vinha a frase que me atormentou durante toda a leitura de novo: “Agora. Existe apenas o agora. Faça isso já, covarde. Respire embaixo d’água de uma vez por todas”. 
 
Livro A Livraria Mágica de Paris - resenha


Os anexos, depois do fim da história, são também outro presente de A Livraria Mágica de Paris. Enquanto lia, parei em determinado momento para pesquisar a receita de Ratatouille. Qual não foi minha surpresa ao me deparar com ela no final do livro? Além de Ratatouille, outras receitas da história estão presentes nos anexos. E não tem como não ficar com água na boca e com vontade de saborear os pratos junto com os personagens, vai por mim. Minha única pesquisa de receita saída de livro no Google anteriormente tinha sido “como fazer cerveja amanteigada”, como boa Pottermaníaca que sou, pra vocês terem ideia de como esse livro desperta sensações fortes! 

Outra parte importante dos anexos são as recomendações de livros da Farmácia Literária de Jean Perdu. As doses devem ser de 5 a 50 páginas, para serem bem aproveitadas. Por mais difícil que seja não devorar o livro, essa também é a maneira certa de se ler A Livraria Mágica de Paris. Esse é um livro para se sentir, para aproveitar com calma, para viajar junto com os personagens, para chorar, sofrer, secar as lágrimas, refletir, crescer, se libertar e querer viver junto com Perdu, Max Jordan e os outros personagens. Fazia tempo que eu não parava para deliciar um livro assim e provava junto esse tanto de sensações diferentes. 
 
Livro A Livraria Mágica de Paris - resenha


E a quem possa interessar, aqui explico a história por trás da frase “Agora. Existe apenas o agora. Faça isso já, covarde. Respire embaixo d’água de uma vez por todas”. Jean Perdu, desde o início do livro, nos conta que quer escrever um manual para futuros farmacêuticos literários. Mas ele nunca começou a escrever. Em certo momento do livro, ele está acompanhado do escritor Max Jordan e rola o seguinte diálogo, iniciado por Max: 

“- O senhor acha que, se eu comer algo estragado, consigo sonhar com uma história?
- Quem sabe?
- Dom Quixote também foi um pesadelo antes de se tornar um clássico. O senhor já sonhou com algo útil?
- Que eu podia respirar embaixo d’água.
- Uau. E o senhor sabe o que isso significa?
- Que, em sonho, posso respirar em baixo d’água.
Max repuxou o lábio para cima como uma risadinha de Elvis. Em seguida disse, solene:
- Não. Significa que seus sentimentos não tiram mais seu fôlego. Principalmente os mais profundos.”

(Trecho da página 120 de A Livraria Mágica de Paris)

A conclusão mais óbvia é que existem livros que realmente são remédios. E A Livraria Mágica de Paris, inclusive, é um deles.

Ficha Técnica
Título: A Livraria Mágica de Paris
Autora: Nina George
Tradutora: Petê Rissatti
Editora: Record
Ano: 2018
Páginas: 308

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Os livros que li em 2017

Coloquei notas de uma a cinco estrelas (✩) e coração (♥) nos preferidos:
  1. História de O – Pauline Réage ✩✩✩ 
  2. Como ter uma vida normal sendo louca – Camila Fremder e Jana Rosa ✩✩ 
  3. Nada a Dizer – Elvira Vigna ✩✩✩✩✩ 
  4. Baladas – Hilda Hist ✩✩✩✩
  5. O Príncipe – Maquiavel ✩✩✩✩
  6. O Livro da Mitologia – Thomas Bulfinch ✩✩✩✩✩
  7. A Porta Aberta - Peter Brook ✩✩✩✩✩ 
  8. O Conto da Aia – Margaret Atwood ✩✩✩✩✩ ♥♥♥ 
  9. A Cor Púrpura – Alice Walker ✩✩✩✩✩ ♥ 
  10. Furiosa - Ana Rusche ✩✩✩
  11. Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band – Um ano na vida dos Beatles e amigos – Clinton Heylin ✩
  12. #Girlboss – Sophia Amoruso ✩✩✩ 
  13. A Guerra dos Tronos – As Crônicas de Gelo e Fogo – George R. R. Martin ✩✩✩✩ 
  14. Moda: uma filosofia – Lars Svendsen ✩✩✩✩ 
  15. 1984 – George Orwell ✩✩✩✩ ♥
  16. O Segredo dos Corpos – Dr. Vincent Di Maio e Ron Franscell ✩✩✩✩✩ ♥♥♥
  17. Contos de Imaginação e Mistério - Edgar Allan Poe ✩✩✩✩✩ ♥
  18. Jane Eyre – Charlotte Brontë ✩✩✩✩✩ ♥
  19. O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Brontë ✩✩✩✩✩ ♥
  20. Confissões do Crematório – Caitlin Doughty ✩✩✩✩✩ ♥
  21. Bling Ring – A Gangue de Hollywood – Nancy Jo Sales ✩✩
  22. Diário de um Jornalista Bêbado - Hunther S. Thompson ✩✩✩✩
  23. O Papel de Parede Amarelo - Charlotte Perkins Gilman ✩✩✩✩
  24. O Conto da Ilha Desconhecida - José Saramago ✩✩✩✩
  25. Só os Animais Salvam – Ceridwen Dovey ✩✩✩ 
  26. Rainha da moda - Como Maria Antonieta se vestiu para a Revolução - Caroline Weber ✩✩✩✩ 
  27. Märchenmond - Os Filhos das Terras Sombrias - Wolfgang Hohlbein ✩✩✩
  28. A Cartomante - Machado de Assis ✩✩✩✩
  29. Uma Vida de Cão – Kim Levin ✩✩✩✩
  30. Antes de Partir Desta Pra Uma Melhor - Jonathan Tropper ✩✩ 
  31. Serial Killers - Anatomia do Mal - Harold Schechter ✩✩✩✩✩ 
  32. Arquivos Serial Killers: Louco ou Cruel? – Ilana Casoy ✩✩✩✩✩ 
  33. Arquivos Serial Killers: Made in Brazil – Ilana Casoy ✩✩✩✩✩ 
  34. Social Killers – Amigos virtuais, assassinos reais - J. J. Slate e R. J. Parker ✩✩✩ 
  35. Frankenstein, ou o Prometeu Moderno - Mary Shelley ✩✩✩✩ 
  36. A Sangue Frio – Truman Capote ✩✩✩✩✩ ♥ 
  37. 365 dias do ano (Staying Strong) – Demi Lovato ✩✩✩✩

Histórias em Quadrinhos:

  1. Sandman 8 – O Som de Suas Asas – Neil Gaiman 
  2. Sandman 9 – Histórias na Areia - Neil Gaiman 
  3. Persépolis – Marjane Satrapi 
  4. Bórgia 1 – Sangue para o Papa - Alejandro Jodorowsky 
  5. Bórgia 2 – O Poder e o Incesto - Alejandro Jodorowsky 
  6. Bórgia 3 – As Chamas da Pira - Alejandro Jodorowsky 
  7. Bórgia 4 – Tudo é Vaidade - Alejandro Jodorowsky 
  8. Green Slimes – Victor Reis 
  9. Nailbiter 01 - Joshua Williamson, Mike Henderson
  10. Nailbiter 02 - Joshua Williamson, Mike Henderson
  11. Nailbiter 03 - Joshua Williamson, Mike Henderson
  12. Nailbiter 04 - Joshua Williamson, Mike Henderson
  13. Nailbiter 05 - Joshua Williamson, Mike Henderson
  14. Nailbiter 06 - Joshua Williamson, Mike Henderson
  15. Meu Amigo Dahmer – Derf Backderf
Foram 37 livros e 15 HQ’s, totalizando 51 leituras. Dos livros, 19 foram escritos por mulheres.

As estatísticas do Skoob:

Estatísticas do Skoob
Como marco os quadrinhos que li no Skoob também, claramente esqueci de marcar algumas coisas como "lido".

Estatísticas do Skoob
O maior livro lido foi a edição limitada da Ilana Casoy, que contém os dois livros de Arquivos Serial Killers dela: Louco ou Cruel? e Made in Brazil.

Estatísticas do Skoob

Finalmente li o primeiro livro de Game of Thrones! E aparentemente só eu li a versão em português de Portugal de Jane Eyre, haha