Conheci às falas filosóficas de Viviane Mosé através de uma recomendação de alguma newsletter que assino (que infelizmente não lembro qual, volto para editar e dar os devidos créditos quando descobrir). O link sugerido na carta levava à uma entrevista antiga com Mosé, onde a filósofa e psicóloga dava sua opinião sobre sentir dor e isso ser algo bom. Dias depois, o YouTube me sugere um vídeo dela falando sobre solidão. Eu, que me sinto muito sozinha mesmo estando rodeada de pessoas, fui logo assistir. E por aqui, abriu minha mente. Todos somos sós, não somos continuidade com ninguém. Entre verdades duras, ela nos dá a única solução possível através da visão de do autor Georges Bataille, citando também Nietzsche (que ela é especialista!). Eu precisava desse vídeo e não sabia o quanto. Deixo aqui postado, caso alguém mais sinta que precisa aprender a lidar com a solidão.
edit: a newsletter citada é essa aqui, da Vivianne Lopes, que, inclusive, recomendo você assinar. Ela tem feito uma série de aulas por lá ensinando coisas que aprendeu com a vida.
Comentei na newsletter que enviei essa semana que não sou do tipo que lê apenas um livro por vez. E eu realmente leio muita coisa variada, por motivos de: depende do meu humor do dia. Ainda no experimento de fazer daqui uma espécie de digital garden, vou deixar salvas todas as obras que iniciei a leitura (com seus respectivos links para compra na Amazon. Se você comprar por esses links, ajuda um blog vivo a ganhar um comissãozinha ♥):
Imagem feita para o curso Crescimento da Carreira Criativa, da Domestika, ministrado pela Magic Jungle.
Escrever me salva. Escrever me eleva. Escrever é uma faca de dois gumes: um dia me apunhala, n'outro me corrige. Escrever é minha forma de me embriagar em noites solitárias. Escrever me deixa viver. Sem a escrita não sou nada, não sou ninguém, ou pior, sou uma ninguém perdida numa floresta escura, sem GPS, sem a bússola dos antigos. Escrever me nutre, me guia, ilumina um passo a frente.
Tem quem critique e diga: "eu escrevo mecanicamente, pois este é meu trabalho". Sim, há dias assim. Mas não há como respirar se não houver escrita. Se eu não puder escrever, não sou eu. Se me privarem de escrever, não há o que me reste.
Se preciso me entender, busco ela: a escrita. Se preciso me queixar, ela está lá: a escrita. Se me aborreço, é com ela que me encontro: a escrita. Nos momentos de solidão, nos momentos de solitude. E sim, há maus momentos para isso, em que quero fugir dela, e que quero uma sala de gritos e somente me isolar e soltar berros. Mas sei que ela, a escrita, vai me ajudar, então me entrego, pego o papel em branco meio contrariada, abro o documento do Word xingando e só deixo as palavras me guiarem. Se mágica existe, é isso: a escrita.
Todas as imagens são do dia 10 de março desse ano, um dia antes do meu aniversário. Não lembro quais prompts usei, as duas primeiras deve ter sido algo relacionado a bruxa, unicórnio, floresta e lua? O último é um astronauta numa galáxia, apenas? Nem sei se fica salvo por lá os comandos usados, não vou correr o risco de entrar no site e ficar de novo presa descrevendo imagens, sério. Me consumiu muito tempo nesse dia, hahaha.
Tem dias que a gente tá meio assim, sabe? Sem ânimo, mas querendo escrever pra ver se sai alguma coisa. Claro que sem querer guardar pra mim, pensei: vou ressuscitar o blog. Por que não, não é mesmo? Nada melhor que me expor na internet quando estou meio blé, adoro. A gente tem essa coisa meio autodestrutiva dentro da gente, cêis já perceberam? Uma coisa meio quero-me-humilhar-e-tem-que-ser-em-público? Sei que não sou só eu.
Acabei de coçar o olho e tirar metade da maquiagem porque esqueci que estou de maquiagem. Informação importantíssima de escrever aqui, já que: quero escrever, mas não sei o quê.
E não é que desaprendi a escrever. Como já falei mil vezes por essas páginas semi mortas do blog, eu mantenho uma newsletter bem atualizada. Semanalmente chega uma edição no e-mail dos assinantes da Aleaestoriedades. Eu sei escrever e sei manter uma constância. Eu apenas desaprendi a ter um blog, embora sinta saudades dessa comunidade. Mas aquilo dos primórdios da blogueragem eu encontrei lá nas newsletters: textão, pessoalidade, conexão.
Os meus planos pra cá são os seguintes: transformar o Eu e Minha Estupidez numa espécie de jardim digital. Montar uma coisa meio o que tô lendo, estudando, assistindo, uma imagem aqui, uma frase lá. Um post por dia, um post por mês, 10 posts por semana, sei lá. Usar como meu coração mandar. Foi o que pensei que me traria prazer. Será que funciona?
Para início de conversa, então, o que começou com um tom de "só quero despejar meia dúzia de palavras" e me expor um cadinho, vai se transformar em: o que ando assistindo.
Me incomoda um pouco o tom do jornalista, meio engraçadinho com a crença alheia. Mas impressionante como eu queria visitar todos os lugares. Assisti só dois episódios. Engraçado que a primeira vez que tentei ver parei justamente no segundo. Mas é algo que me interessa MESMO.
Não gostei muito não. Mas a meditação sugerida eu já fiz por aplicativo e é bem boa. Achei o documentário bem arrastado. Talvez seja mesmo o objetivo. Desculpa, mundo zen, sei que preciso me acalmar.
A discussão por trás do documentário passa por se se retirar o grafite de seu local de origem e leiloá-lo como obra de arte não seria estar recortando um pedaço dessa arte e estar vendendo apenas parte dela. As obras de Banksy são cuidadosamente acopladas com os locais e contam histórias políticas envolvendo esses espaços. Ao mesmo tempo, há a questão: num lugar público a quem interessa vender a arte de rua, onde o artista não vai ser propriamente remunerado? Banksy não é nenhum coitado, ele expõe suas obras pelo mundo e é reconhecido internacionalmente, flertando com o capitalismo. Ainda assim, a arte pertence a quem? Ao artista? A cidade? A população? Aos grandes museus, detentores de todos os tipos de arte? Curiosidade: Apesar das especulações, até hoje a verdadeira identidade de Banksy não foi revelada.