29 de maio de 2016

História da Moda - IDADE MÉDIA

A Idade Média durou do século IV ao XV. O Cristianismo era detentor do poder nessa época, então, a produção artística em geral era influenciada por isso. Esse período engloba as roupas dos povos Bárbaros, Bizâncio, Europa Feudal e Gótico.


Povos Bárbaros
A indumentária do Oriente e do Ocidente começou a se diferenciar depois do ano 476 d.C, a partir da queda do império romano, que foi derrubado pelos povos bárbaros.
Os bárbaros eram divididos em grupos de germanos (da Europa Ocidental); principais (vândalos, bretões, saxões, etc); eslavos (vindos da Europa Oriental e da Ásia, como os russos e os poloneses) e tártaro-mongóis, de origem asiática (hunos, turcos, etc).
As roupas eram em sua maioria feitas com lã, mas também era comum o uso de linho, cânhamo, algodão e couro.
Para homens, existiam calções curtos ou calças presas nas pernas embaixo dos joelhos. Por cima de tudo usavam um manto de couro ou pele de animal. Para mulheres, existia uma túnica longa presa ao corpo por cinto e broche, coberta por um xale.
Com o tempo, apareceram barras de seda nas túnicas, bordadas com fios de ouro ou prata.
Para ambos os sexos, os cabelos eram cobertos por toucas. Nos pés eram usados sapatos fechados ou sandálias de tiras de couro.


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Bizâncio
Usavam roupas luxuosas. Os civis e os religiosos já não se diferenciavam tanto pelas vestimentas. O principal tecido da corte era a seda e houve uma “orientalização” que trouxe cores, joias e franjas para a moda. Os bordados com fios de ouro, com cenas bíblicas, animais ou vegetais eram comuns. Nas cores, predominavam o marrom, o vermelho e o ouro. O púrpura era reservado às pessoas que possuíam poder. A decoração bizantina conhecida como tablino (um quadrado incrustado de joias) era aplicada nas capas masculinas das classes altas.
Os trajes tinham mangas longas com comprimento até o chão e as formas das peças eram amplas, escondendo o corpo.
Um véu retangular cobria as cabeças das mulheres. Nos pés usavam sapatos de seda, com pedras e pérolas.

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Europa Feudal
A diferença entre os mais e os menos favorecidos era exposta nos tecidos utilizados (seda, lã e linho para os mais favorecidos), nos ornamentos e nas cores das peças (sóbrias para os camponeses, coloridas para os mais ricos). Os cortes dos trajes eram quase os mesmos para todas as classes.
A túnica predominava a vestimenta masculina com a diferença de que, para os ricos, ela acabava na altura da panturrilha e, para os pobres, na altura dos joelhos. Elas podiam ou não ter capuzes. Por cima usavam uma capa atada ao ombro por um broche e forrada de pele e, por baixo, calções. Os soldados usavam placas metálicas por cima das túnicas para se protegerem nas batalhas. 
As mulheres também usavam túnicas presas ao ombro e, para completar, um cinto marcando a cintura. Por cima de tudo, era usado um lenço e um manto longo que podia chegar ao comprimento da própria túnica.
Os cabelos eram longos para ambos os sexos, embora mulheres os usassem geralmente presos. Calçados eram feitos de couro, com tiras que se cruzavam nas pernas.

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Gótico
O traje masculino dessa época era o que hoje conhecemos como beca, mas que era chamado de houppelande. Era uma peça ajustada no ombro que terminava solta, com um cinto que marcava a cintura. Os comprimentos variavam. Suas golas eram altas, suas mangas compridas e amplas. Na cabeça, chapéus ou toucas adornavam.
As mulheres usavam um vestido justo até a cintura, que se abria amplamente até o chão, com mangas longas e justas que chegavam até o meio da mão. Na cabeça, usavam chapéus em forma de cone ou chifres. 
Os sapatos eram de bicos finos e longos, adornados com pedras preciosas. Foi uma época de peças discretas e poucos acessórios, feitos basicamente de pérolas.

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