sexta-feira, 10 de abril de 2020

O que tem pra consumir nessa quarentena?

Baseado no que eu ando fazendo, quero recomendar para vocês algumas coisinhas para se fazer na quarentena, pois esse é um dos temas de postagem do Together esse mês! Fiquei feliz porque tenho buscado mais coisas para consumir, para distrair minha mente, inclusive fora da minha bolha. Escolhi o tema 1 do Together: “Um hobby por dia mantém o tédio longe!”.

1. Monja Coen

Eu sou protestante, não acredito que temos mais de uma vida, mas respeito muito quem tem essa crença. Na verdade, eu gosto tanto de budismo que por um tempo frequentei um templo e estudei muito sobre. Daí que em épocas difíceis, como essa de isolamento social, ouvir os ensinamentos de uma mulher calma e inteligente como a Monja Coen tem me feito bem demais! Me inscrevi na Semana Zazen, que vai começar dia 13 de abril, (ainda dá tempo!) vejo seus vídeos no MOVA e acompanho tudo que posso, como ela falando dos livros que curte ler, nesse vídeo abaixo, do canal Vá Ler um Livro:



2. Curso 


Understanding Fashion: From Business to Culture do Institut Français de la Mode (IFM) é o curso que tenho feito no momento. Para quem não sabe, sou formada em Produção de Moda e, para não desatualizar, encontrei esse curso num tópico de ELLE, o grupo. Ele é gratuito, mas o diploma é pago (49 dólares) e em época de pandemia não vou pagar isso. Quem sabe mais pra frente.

No curso aprendemos sobre a interação entre moda, sociedade e negócios com o professor Benjamin Simmenauer com contribuições de designers como Jacquemus, Christelle Kocher, Paul Smith e CEOs da Chanel, Yves Saint Laurent e Hermès. Tem valido a pena.

3. Leituras

O Poder, de Naomi Alderman. O livro é realmente como Margaret Artwood, de O Conto da Aia o descreve: “Eletrizante! Chocante!”. Se ler só a sinopse, pode vir a decepção. Um bando de meninas descobrem que tem “o poder”, ou tramas que as permitem darem choques como enguias. Algumas mais afloradas, conseguem eletrizar muito mais que outras, pouco desenvolvidas na arte. Aí parece baboseira. Mas não é.

O livro nos leva a ver um mundo onde o matriarcado vence. Se antes mulheres eram estupradas, agora são elas que estupram. E há cenas fortes de estupro. Há mortes, violência – inclusive gratuita -, uso de drogas para potencializar os efeitos da trama. O final do livro é tenso, me arrancou muitas lágrimas. A gente percebe que as atrocidades cometidas pelas meninas do livro, a criação através da violência de uma sociedade matriarcal, todo o conjunto é muito pesado e a gente sente asco delas – mas, na realidade, é o que passamos, desde os primórdios até os dias atuais, numa sociedade patriarcal. Doeu ler um conselho, para um escritor: que talvez ele devesse publicar um livro tão bom, com um pseudônimo feminino, para não sofrer por isso. É assim que é, é assim que vivemos nós, mulheres.

Atualmente estou lendo Para Toda a Eternidade e tudo que surge da Caithlin Doughty só pode ser bom (como esse está sendo pra mim). Recomendo demais!

4. Lives

Gente, lives salvam! Eu gosto das que o Pierre Bouvier, vocalista do Simple Plan vem fazendo. O Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, também prometeu mais lives de, uma por semana, espero ansiosamente que ele cumpra. No mais, assisto qualquer pessoa que entre em live no Instagram (e que eu siga a pessoa, óbvio), pra ver o que que tá rolando, nem que seja só um pouquinho.

5. Canais no YouTube

Eu devoro alguns canais. Do tipo, acabou de entrar vídeo, já tô lá assistindo. Eis a listinha de alguns:

Mimimidias – esse é pra gente se sentir inteligente mesmo. Reflexões, filosofia, sociologia, dentro de temas importantes e atuais. Tem vídeos como esse:


Pam Gonçalves – vlogs sobre rotina de leitura e escrita, desafios, resenhas de livros.

Bel Rodrigues – vlogs, criminologia, resenhas de livros, séries, documentários, etc.

Lorelay Fox – Drag Queen maravilhosa que morava aqui na minha cidade e hoje ganhou o Brasil todo! Tem muita maquiagem, muitas reflexões necessárias, muito conteúdo bom.

Vivi Cardinali - Estilo com Propósito – muito conteúdo de muóda ♥

E é isso... tem ajudao legal a passar o tempo, mas confesso que tem mais coisas guardadas aqui... espero compartilhá-las num futuro próximo com vocês!


 
 
Esta postagem foi inspirada por um dos tema do mês de Abril de 2020 do Together O Together é um projeto lindo para unir a blogosfera, saiba mais clicando aqui! 
 

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Trazendo um respiro pra cá

Fui ao mercado fazer compra para alguns dias, mas dessa vez não fiquei paranoica. Terminei de ler O Poder, livro incrível e necessário para nós, mulheres. Triste, de causar revolta, de dar medo, de encarar a nossa realidade de frente. 

Aí que nesse sábado também teve live do Hateen. Foi o Koala cantando as músicas no Instagram da banda. Fiquei cozinhando com o boy ao som da live. Fizemos esfiha de queijo e carne, desde a massa até o recheio. Eu quase queimei meus dedos, sou dessas. Mas valeu a pena, o resultado ficou incrível! Usamos esse vídeo e esse. Terminei de ver a live e lógico que fui fazer o que todo mundo estava fazendo: entrar no YouTube e conferir o show do Jorge e Mateus. Ouvi uma ou outra música que eu conheço, de anos atrás, mas anos mesmo, tipo, uns 8?? Aí saí...

Também comecei a jogar Path of Exile, ainda não peguei a mecânica do jogo, mas espero continuar e gostar, tô precisando de um jogo depois de enjoar de The Sims 4. Logo “des-enjoo” e volto, mas até lá, quero ocupar minha mente um pouco mais durante essa quarentena. 
 
Essa é só pra quem já foi EMO, bjs

quarta-feira, 25 de março de 2020

Algumas coisas sobre os últimos dias:


O coronavirus nos virou de cabeça para baixo. Sempre achamos que não vai acontecer com a gente, tá longe, começou na China, tá na Itália, tá ok... até que chegou em nós. E isso me assusta, pois, minha mãe faz parte do grupo de risco, assim como meus irmãos. E eu quero eles bem, saudáveis e sem riscos (de preferência). Estou ficando em casa devorando livros.

Lendo...

Há uns tempos, assinei uma newsletter (não lembro qual, sorry) e Eu e Minha Depressão estava com download gratuito. Aproveitei. Ele é curtinho, mas não sei se recomendo, algumas medidas contra a depressão me pareceram meio forçadas. Já A Casa dos Amores Impossíveis foi presente da maravilhosa Vanessa. Ela odiou. Eu fiquei no muro entre amor e ódio. Na real, acho que gostei, analisando bem a história. Terminei também Vidas Secas, presente de aniversário do boy. Ele ama esse livro. Eu gostei bastante, por tudo que traz por trás das páginas e não tanto pelo enredo, que é sofrido demais. Comecei a ler Daisy Jones and The Six no começo de março, passei os três livros já citados na frente pra depois retomar a leitura. Que livro chato! Tem muitas cenas de drogas, mais do que o necessário. Aliás, o livro é só drogas e rock’n’roll. O livro foi difícil de assimilar, a história não convenceu, os romances dão raiva, não shippei nenhum. Agora comecei Teto Para Dois e tô amando! Se não for realmente bom, porque estou muito no começo ainda, desisto das recomendações da internet.

Ouvindo...

Ouvi muito Avenged Sevenfold, que é meu remédio para toda situação ruim. Tristeza? Bora de Avenged. Alegria? Opa, vamos ouvir um Avenged. Trabalhando? Ok, ao som de Avenged.

Assistindo...

E na hora de assistir optamos, eu e o boy, por Fargo. Terminamos a primeira temporada e vamos dar início a segunda. Eu, sozinha, estou na segunda temporada de Fleabag. Comecei a sexta temporada de Grace and Frankie e desanimei um pouco. Estou assistindo em inglês mesmo.
 
De filme, vi Toy Story 4 e... o melhor é o garfinho, não entendi por que as pessoas gostaram desse filme. Mas não sou o público alvo, então, né, melhor eu esquecer que opinei aqui, hahaha.

E é isso, minha gente. Lavem as mãos, usem álcool em gel e façam quarentena, se possível. Se proteja, nos proteja, proteja os seus.


Nóis recomenda A7x no post, mas fecha com Disturbed.

terça-feira, 10 de março de 2020

Apanhado de Links #20



Edição de número 20 dos Apanhados de Links. Me divirto fazendo, mas juro que não achei que chegaria tão longe. Hoje, dez links que venho colecionando pelos favoritos:

  1. Para uma pessoa que vive se culpando, como eu, o vídeo “Por que parei com o hábito de me culpar” ajudou muito a refletir aqui sobre culpa e arrependimento, sobre o que realmente significa se culpar. Precioso.
  2. “meu poderoso diário” mostra a importância de se manter escrito o que acontece com a gente. Eu, que voltei com a prática do diário desde 2018, me sinto muito melhor em poder analisar minhas conquistas, tirar aprendizado das minhas falhas e ver as coisas mudando, encontrando padrões. Além de serem registros que suas filhas, netas, etc. poderão ler, se você quiser e permitir. Lindo, não?
  3. Nunca é o bastante para lembrar da máxima “Escreva agora, mude depois” que eu conheci através de Stephen King e que pude relembrar nesse texto delicinha e incentivador.
  4. A entrevista com Alex Chung, cofundador e CEO do Giphy, feita pela Vogue portuguesa, nos mostra “Por que não conseguimos parar de usar Gifs?”.
  5. O ser que mais se importa conosco: nossa mãe. É por isso que o texto “Não censure a sua mãe” mexeu tanto comigo!
  6. “Cientistas descobriram que estamos fazendo expresso do jeito errado” me empolgou. Eu, como amante de café, em especial o expresso, espero poder provar um dia um café como esse da reportagem.
  7. Chorei com “Our Stories Set Us Free”, Ted Talk da Jenny Lawson, autora do excelente Alucinadamente Feliz, do qual já falei aqui. É incrível o quanto ela é humana nesse vídeo e nos alerta sobre falarmos sobre nossa saúde mental e o poder de compartilhar nossas histórias para que as gerações futuras possam viver melhor do que nós.
  8. “Essas são as imagens de maior resolução já tiradas do Sol” e ele parece pipoca doce ou barrinha de cereal, tudo menos aquela bola com luz cegante que nos brinda com calor.
  9. “Por que temos boas ideias durante o banho?” é uma pergunta que sempre me fiz. Na hora do banho sou criativa, crio histórias, arranjo soluções para meus problemas, consigo meditar e tenho ideias para novos recomeços. Aí, nesse texto curto e direto, está a explicação!
  10. Na minha saga de tentar ler mais mulheres do que homens a cada ano, sempre fico pensando: como achar essas escritoras, que a mídia insiste em esconder?. O texto “Como descobrir autoras novas” dá uma ajudinha nessa questão.