15 de setembro de 2016

E eu, que fui emo?

Eu fazia parte dessa comunidade no Orkut. Mas claro que era pra zoar os emos porque eu não era emo, imagine, jamais, zulivre, longe de mim... 
Mas daí os anos passam, você vira uma pessoa adulta e percebe que aquela comunidade era uma premonição do que seria a realidade hoje. Olhando umas fotos antigas que achei perdidas no meu HD externo, percebi que meus filhos sentirão muita vergonha de dizer que a mãe deles chorava ouvindo músicas melancólicas em dias chuvosos e tristes, borrando todo o lápis de olho. E como auto-zoeira é algo maravilhoso, vou upar umas fotos pra essa internet e manchar minha imagem para todo o sempre.

Aqui sou eu na minha época pseudo-emo. A franjinha já começava a ser jogada pro lado e o lápis de olho já chamava atenção. Mas ainda tá aceitável, vai (não).
Nessa foto abaixo a pessoa aqui já tinha começado a ter problemas porque né, quem mais juntava azamigas de tarde em casa para fazer lacinhos de fita colorida para colocar no cabelo? 
PS.: com direito a sessão de fotos. Essa era minha "maridáh" porque todo emo que era emo tinha marida (Kah ♥)
PS²: U-N-H-A-P-P-Y-D-O-L-L.

Depois a coisa foi piorando, porque comecei a descolorir partes do meu cabelo e comprar fantasia de anjo só pra tirar foto. Percebam a franja cobrindo o olho também, tava metamorfoseando:

Aí começou a ficar mais grave. Cabelo descolorido + soco inglês no pescoço + foto de webcam + casaco peludo + um milhão de ursinhos de pelúcia fofíneos no quarto:

Dá pra piorar? Dá! É só repicar o cabelo, não esquecendo da franja:

E claro, tirar foto e deixar em preto e branco no Photoshop, representando a alma a triste e sensível que todo emuxo tem:

E pra finalizar tem foto cozamigo porque ninguém merece chorar sozinho:
 
 

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