25 de setembro de 2014

Eu nunca comprei um cachorro

E veja bem, quando digo que nunca paguei por nenhum cão, não quero dizer que aqueles filhotes vendidos em lojas não merecem ter um dono que os dê amor e carinho.

Meu primeiro cachorro veio parar em casa antes de eu ter nascido. Ele estava em um canil e o dono, amigo do meu pai, perguntou se por acaso ele não queria ter um cão. Meu pai, aleluia, aceitou! E a partir de então o Mickey passou a ter uma família! Não tenho foto dele, talvez ele apareça em uma ou outra de família, lá nos fundos (as câmeras não eram digitais e revelar filme não ficava muito barato, sabe?). Mas não importa, eu me lembro bem dele. Um cachorro cinza, de porte médio, com poucos pelos no corpo e que todo mundo dizia parecer um porquinho. E realmente parecia! Era feiosinho, mas foi com ele que comecei a amar loucamente animais. Ele não gostava de brincar e eu era a única que conseguia fazer carinho nele. Mesmo que ele tenha me mordido umas três vezes, de eu parar no hospital, ainda o amava. Mesmo ele mordendo minha própria mãe, eu o amava. Mesmo ele fugindo e reaparecendo duas horas depois – repetindo isso sempre-, eu o amava. Até mesmo nas inúmeras vezes que ele brigou com outros cães na rua e voltou todo cheio de ferimentos, nos obrigando a cuidar dele... é, eu ainda o amava!
E então, ele morreu de velhice. Eu fiquei em frangalhos. Muito mal mesmo. E era próximo ao meu aniversário.
Na época eu tinha uma vizinha que tinha um parente com sítio. Nesse sítio, uma das cadelas pegou cria. E lá foi minha vizinha pedir um dos cachorrinhos que estavam para adoção. Ela me deu um dos melhores presentes que já ganhei: o Jerri! Meu vira-lata misturado com pequinês. Esse brincava, era birrento, me acordava a lambidas. Cresci com ele. E vi ele morrendo na minha frente, vitimado pela doença do carrapato. Mais uma vez vi minha vida se despedaçando. 
Jerri, que me acordava a lambidas toda manhã ♥
E então, veio o Estimacão, evento da TV Tem, onde cachorros são doados. Fui e me apaixonei por outra cachorrinha feia, que pra mim era linda! Ela era compridona, de pelo preto bem duro, magrelinha que só. Já era adulta. TINHA QUE SER AQUELA! Eu e minha mãe sofremos de amor a primeira vista pela Jully. E trouxemos ela pra casa... mas em um mês ela pegou cinomose. Lutamos muito contra essa doença maldita, mas perdemos também a Ju. :(

infelizmente esse é um dos únicos registros que tenho da Jully, assim, sem nenhuma qualidade. :(
E um tempo se passou, chegou novamente meu aniversário, desse vez de 18 anos. Eu pensei que ia ganhar um cachorro, não ganhei. Fiquei triste porque a presença deles é acolhedora. Eu me sentia muito sozinha. Fiquei sabendo de uma história próxima a casa da minha irmã: um cachorro, da raça poodle, branco, passava o dia acorrentado no sol (um perigo para a pele dele), só com arroz seco na tigela, sem água, cheio de pulgas, carrapatos e sem tosa. Minha irmã o resgatou. Cuidamos, demos todas as vacinas. Ele tinha tanto medo, que não podíamos pular perto dele, dar um passo mais forte ou falar alto que ele se encolhia todo. Depois de dedetizar minha casa, dar todas as vacinas necessárias e esperar para que elas fizessem efeito, dar banho medicinal com tosa, ele veio pra minha casa. Meu irmãozinho, meu lindo, meu sapeca, meu bebê, meu tudo: o Pink! 

Meu branquelo azedo
O grande amor da minha vida ♥
meu maninho mais lindo!

Eu sou 100% a favor de adotar cachorros, dar um lar pra quem já sofreu demais na vida. Da mesma forma que eu não compraria um filho, não compro cães. Cachorro não é objeto, nem mercadoria! Mas ainda existem locais dignos de reprodução, que você pode encontrar  no site da Confederação Brasileira de Cinofilia, caso opte por comprar mesmo um filhote.

Abaixo, trago mais informações do site Tudo Sobre Cachorros. Vale a pena clicar no link e ver a matéria completa:
“Os cães são geralmente cruzados com muita frequência (a fêmea fica prenha em praticamente todos os cios), são criados confinados em canis e não são sociabilizados com humanos. Além disso, esses criadores nem sempre cuidam da saúde e da força da raça, o que resulta em diversas doenças genéticas, péssima saúde e desvios graves do comportamento padrão da raça. Por exemplo, criadores desavisados de “fundo de quintal” podem cruzar dois labradores que já nasceram geneticamente mais agitados que o padrão da raça. Resultado: um labrador hiperativo e agitado demais.”

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