10 de março de 2017

Mini overdose de Os Bórgias

Esse ano maratonei a série The Borgias, originalmente lançada pela Showtime, presente no catálogo da Netflix. A história gira em torno de Rodrigo Bórgia, o espanhol que se tornou o Papa Alexandre VI, e de seus quatro filhos: Juan, Cesare, Lucrécia e Jofre. Além deles, outros personagens em destaque são suas duas amantes Vanozza dei Cattanei, mãe de seus filhos, e Giulia Farnese. Entre incestos, corrupção, guerras e alianças, a série viaja pela história daquela época romana e mostra os bastidores da vida do pontífice. Os figurinos chamam a atenção, destacando características da renascença. Por causa disso, pesquisei mais sobre as vestes papais e reuni tudo em um artigo para a obvious magazine, que você pode ler clicando abaixo:


Através dessa pesquisa, meu interesse no assunto aumentou mais. Então descobri da existência da história em quadrinhos Bórgia, escrita por Alejandro Jodorowsky e ilustrada pelo italiano Milo Manara, famoso no ramo erótico. São quatro edições: 1 – Sangue Para o Papa, 2 – O Poder e o Incesto, 3 – As Chamas da Fogueira e 4 – Tudo é Vaidade. Claro que fui atrás e li todas. Recomendo fortemente, inclusive. Mas um aviso: há situações pesadíssima, que impactam, embora tenha muita coisa que não condiz com a realidade.





Depois da HQ, engatei também com a leitura O Príncipe, de Nicolau Maquiavel. Há anos tenho esse livro, mas só parei para ler agora e acho que foi o momento certo, pois entendi todas as referências. Ele cita muitas vezes o Papa Alexandre VI e toma como exemplo Cesare Bórgia e suas conquistas. Há quem defenda que o livro foi totalmente escrito inspirado pelo filho do Papa. O escrito é de 1513, mas continua extremamente atual. É possível visualizar a situação política de hoje nos exemplos de Maquiavel. A edição que tenho é comentada por Napoleão Bonaparte e essa é única parte chata de ler, porque ele fez anotações extremamente prepotentes, sempre se achando invencível e exemplar.

 
Maquiavel, inclusive, aparece na série Os Bórgias, interpretado por Julian Bleach.

PS.: Não quero furar novamente minha lista de leituras, mas já fiquei sabendo de um livro chamado Bórgia - O Papa Sinistro, de Volker Reinhardt, que eu preciso ler!  

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