30 de abril de 2014

Sobre os monstros que convivem comigo

Existem vários monstros que convivem com a gente diariamente. Uns os chamam de demônios interiores, alguns de ‘vozes dentro da minha cabeça’, eu prefiro chamar de sentimentos. Independente do nome que damos a eles, temos que aceitar o fato de que eles existem e estão constantemente conosco. Separadamente do que os ocasionam, eles continuam alí, nos assombrando. A gente desenvolve algum tipo de sentimento por tudo nessa vida. Alguns são mais intensos que outros. Inclusive, existem estudos científicos que mostram que a dor física e emocional tem ligação e podem ativar as mesmas áreas do cérebro. Monstros difíceis de combater...

O que eu não enxergava até há pouco tempo é que os sentimentos, embora ajudem a formar o que sou, não formam a minha essência. O que eu espero me tornar futuramente e o que eu faço para buscar esse futuro é que formam. Os sentimentos simplesmente vêm, independente da situação. Podem ser bons e me impulsionar mais para frente. Mas podem ser ruins, a ponto de me fazer desistir de tudo, ou seja, monstruosos. E é nesse ponto que eu queria chegar. Porque, se sentimentos simplesmente existem e vão chegar, mas não fazem essencialmente parte de mim (como o nervosismo, o medo, o estresse), eu posso apenas coloca-los de lado e tolerá-los. Como aquela visita chata que chega em casa, queremos mandar embora, mas não o fazemos por educação, porque é o certo a se fazer.

Quando pude entender que esses monstrinhos não fazem parte de mim, pude controla-los melhor. Posso suportar qualquer sentimento negativo, isolando-o, mesmo que ainda tenha que conviver com ele. Sentir é algo natural da vida. Se render aos sentimentos e pensamentos negativos, fazendo o que eles ditam, que não é. Ir em busca dos seus objetivos, independente do que você sente, é o que te faz uma pessoa verdadeiramente forte.


 Desfaz e
Me faz inteiro!
Aproximar da própria natureza talvez seja… nossa solução!

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