segunda-feira, 17 de junho de 2013

Falando em aborto...

Muitas pessoas ficaram chocadas com a aprovação do Estatuto do Nascituro na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, no dia 5 desse mês. Razões é o que não faltam, afinal, a mulher seria obrigada a dar a luz para uma criança gerada a partir de um estupro. O estuprador seria, inclusive, reconhecido como pai da criança e deveria pagar pensão (juro que o mais absurdo nisso pra mim é o fato de ele ter que manter contato com a vítima). Quando o dito cujo não for localizado, o Estado daria um salário mínimo até que a criança atinja a maioridade. E o psicológico de ambas as partes (mãe e criança) tanto faz. Na verdade, o direito de escolha que a mulher deveria ter também tanto faz. E a saude dela, então? Pois é, tanto faz. É ridículo demais!

Eu sou a favor da discriminalização do aborto de um feto com até 12 semanas. Sou a favor da mulher poder escolher se quer ter um filho, com quem quer ter um filho e em que momento terá condições psicológicas e financeiras para criar, com amor, essa criança. Como disse Clara Averbuck nesse post, de onde eu tirei o vídeo que coloco aqui, "ninguém CURTE aborto. Ninguém acorda um dia, se espreguiça e fala 'oh, acho que vou fazer um abortinho'. E as mulheres NÃO DEIXAM de fazer aborto porque ele é ilegal. Mas apenas as que têm condições conseguem pagar por uma clínica de qualidade. As que não têm, bom, elas enfiam agulhas de tricô em seus úteros e procuram carniceiros e, quando não ficam com seqüelas, morrem de infecção. O número de abortos não vai disparar se a prática for legalizada até a 12ª semana, como sugere o conselho federal de medicina. Mas o número de mulheres mortas por tentar fazer abortos em condições insalubres certamente vai despencar. Antes do discurso 'a favor da vida', pensem na vida de quem vocês são a favor: de uma mulher adulta e consciente de que não pode, não deve, ou simplesmente não quer (então também não deve) ter um filho, ou na de umas poucas células sem consciência? E depois que essas células virarem bebês com mães sem condições psicológicas/financeiras para criá-los, quem é que vai cuidar dessa vida? Vocês? A igreja?" 

Só acho que tanto esse projeto de lei quanto o aborto no Brasil devem ser repensados... segue então o vídeo com dados sobre essa prática no Brasil:


* lembrando que agora a proposta do Estatuto do Nascituro segue para a Comissão de Constituição e Justiça.

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