18 de junho de 2010

Solidão, quem pode evitar?

Era ela e quatro paredes. Além das paredes, tinham as portas e a janela. Mas era apenas isso. Ela fechava os olhos, transportava-se para um lugar colorido, onde doces vozes podiam invadir os seus ouvidos. Abria os olhos e se enxergava na realidade tingida de tons pastéis, tão sem graça, sem vida. Ela procurou um número de telefone para quem pudesse ligar, mas não encontrou ninguém disposto a ouvi-la. Ela pensou em enviar algum e-mail, em trocar frases via msn, mas ninguém tinha tempo para se preocupar com os problemas dela. Foi aí então, que agarrando-se a uma almofada, deixou as lágrimas rolarem. Chorou como criança, de soluçar, de perder as forças. Parou, olhou em volta e localizou-se em meio à solidão, mais uma vez. Era apenas ela, as paredes, as portas, a janela e a solidão.

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