15 de abril de 2017

Man Ray e a fotografia de moda

Peggy Guggenheim fotografada por Man Ray, vestindo Poiret
Man Ray é um dos mais conhecidos artistas surrealistas. Ele é um dos idealizadores do movimento dadaísta de Nova Iorque, em conjunto com o pintor Marcel Duchamp. Produzia pinturas como hobby e para bancar-se trabalhava como fotógrafo. Entre 1920 e 1940, época em que viveu em Paris, ele fez muitas fotografias de moda. Seus serviços foram prestados para importantes revistas, como Harper’s Bazaar, Vanity Fair e Vogue Paris. Man Ray se recusava a fazer fotos apenas comerciais, ele insistia para que seus ideais surrealistas estivessem presentes nos catálogos de moda, levando em conta todo o cenário e situação e não só as roupas.

O primeiro designer de moda com quem trabalhou foi Paul Poiret, que queria ter retratos de suas criações. A fotografia eleita pelo próprio Man Ray como preferida, entre tantas que fez para Paul, foi essa, da esposa do costureiro: 
Denise Poiret posando ao lado de uma escultura do romeno Brancusi, fotografada por Man Ray
Ray também trabalhou com outros grandes costureiros da época como Coco Chanel e sua rival, Elsa Schiaparelli. A própria Gabrielle Chanel posou para suas lentes em 1937 – uma fotografia bastante conhecida da estilista, que nem todos sabem que foi da autoria de Man Ray:
Coco Chanel fotografada por Man Ray em 1937
Mais algumas fotografias de moda feitas por Man Ray: 
Vestido de Elsa Schiaparelli para o Outono de 1931. Fotografia de Man Ray
A fotografia feita em 1929 dos lábios da fotógrafa Lee Miller serviu de pano de fundo para um editorial da Harper's Bazaar, criado por Man Ray
Elizabeth Arden “Electrotherapy Facial Mask", por Man Ray
Foto feita por Man Ray e publicada na Harper’s Bazaar, de 1936

Com o estouro da Segunda Guerra Mundial nos anos 40, Man Ray abandonou a fotografia de Moda. Porém, seu legado nessa área influenciou outros fotógrafos importantes como Sarah Moon, Paolo Roversi e Guy Bourdin. Até hoje os editoriais de moda se distanciam de meras fotos publicitárias, nos inserindo em mundos diferentes e mais próximos da arte do que do marketing, por causa do trabalho de Ray. 




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