21 de julho de 2016

Comprando gato por lebre (e lamento informar que é literalmente)


Sabia que se você compra produtos de couro da China (ou produzidos lá) tem uma grande probabilidade de ser pele de cachorro ou gato? A Ásia produz 87% de todo o couro do mundo, como mostra o relatório World Footwear Yearbook de 2014, e não há nenhuma lei especificando de que maneira deve ocorrer a extração de peles, nem sobre quais peles pode-se usar. A ONG People for Ethical Treatment of Animals (PETA) denunciou através de vídeos de matadouros que, em Hebei, cães são mortos a pauladas, com extrema crueldade, para a extração de couro. Inclusive, um investigador da PETA na Ásia viu trabalhadores tirarem a pele dos cães ainda vivos.

A fundadora da PETA, Ingrid Newkirk, disse que “os produtos feitos de pele de cão estão quase certamente nas prateleiras e nos guarda-roupas das pessoas” e sem elas saberem! De acordo com uma pesquisa feita pela Femail, tem gente comprando pele artificial de lojas na internet (inclusive algumas bem conhecidas, como a Asos) e recebendo enganosamente pele real. Hoje em dia, couro e peles falsas são tão realistas que uma pessoa leiga possivelmente nem desconfiaria que um produto, divulgado como sintético, na verdade vem de animais considerados de estimação aqui no Brasil. A descrição dos produtos muitas vezes são de "couro sintético" ou como sendo de outros animais (principalmente cabras e coelhos).

Um abatedor de cães admitiu à PETA que entre 100 e 200 cães são mortos para retirada de pele por dia. Isso só em um abatedouro! E a ONG não é a única fonte para essas atrocidades. A conceituada agência de notícias Reuters também reportou que durante uma visita feita a uma oficina de couro chinesa, havia pele de cachorro estendida no sol.

Houve também registros divulgados pela ONG Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) do carregamento de uma companhia chinesa com 5.329 quilos de pele de gato. Isso daria entre 40 e 55 mil animais mortos. E uma embarcação que saia da China com destino a Itália, tinha 4,7 toneladas de pele de cachorro.










Um grande erro dos consumidores é acreditar que, por ser um produto muito barato, ele não pode ser feito de couro real. Mas na realidade, uma empresa chinesa vende uma peça de pele de gato cinza por UR$ 2,60 dólares e de cachorro cinza ou amarelo a UR$ 8,50 cada.

Lembremos que na China, comer carne de cachorro é algo normal, como nós consideramos normal comer carne de vaca, porco ou frango, o que só aumenta a possibilidade deles exportarem peles desses animais, como “subprodutos” (a carne é comida e a pele vendida para outras finalidades).

Nenhum comentário:

Postar um comentário